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Influenciadora acreana relata golpe por videochamada e alerta: “Eles tinham informações pessoais minhas”

A influenciadora Jumara Nolasco usou as redes sociais na noite desta quarta-feira, 30, para alertar os seguidores após ter caído em um golpe por videochamada. Segundo ela, a abordagem chamou atenção pelo nível de informações pessoais que os golpistas já possuíam antes mesmo do contato.

Jumara contou que recebeu a ligação por volta das 14h, de um número desconhecido com DDD 68. Ela afirmou que atendeu por engano e permaneceu na chamada porque a mulher que aparecia do outro lado apresentou informações verdadeiras sobre sua vida.

“Pessoal, eu caí em um golpe através de uma videochamada, e hoje cedo quando eu comentei isso nos stories, muita gente relatou que passou por algo parecido, então eu vou fazer esse vídeo em forma de alerta para que mais pessoas tenham a consciência do quanto isso está se tornando perigoso e recorrente”, relatou.

No caso da influenciadora, a história usada na abordagem envolvia o Acrecap. A pessoa que fez a chamada afirmou que Jumara havia sido contemplada e sabia que ela já havia sido ganhadora anteriormente.

“Ela conseguiu me manter na ligação porque ela tinha informações pessoais minhas. Outro tópico importante é que ela ligou falando que eu tinha sido ganhadora do Acrecap […] eu já fui ganhadora do Acrecap e ela tinha essa informação, então ela foi dando informações que me manteve nessa ligação, segura e até mesmo acreditando que fosse verdade”, contou.

Golpista pediu que influenciadora abrisse aplicativo bancário

De acordo com Jumara, após conquistar a confiança dela, a mulher começou a conduzir a conversa para que o aplicativo bancário fosse aberto. A justificativa era verificar se um suposto Pix relacionado à premiação havia sido depositado.

Primeiro, Jumara foi orientada a conferir se o dinheiro havia entrado na conta. Depois, a mulher pediu que verificasse os lançamentos futuros e, em seguida, tentou fazer com que ela mostrasse a tela do aplicativo durante a videochamada.

“Então ela falou assim, aí então confere em lançamentos futuros, aí eu conferi, não, não caiu, ela, aí deixa eu ver, mostra pra mim, ela queria que eu focasse o telefone, no meu aplicativo aberto, e ela foi pedindo pra eu abrir várias abas”, relatou.

A influenciadora acredita que a estratégia tinha como objetivo visualizar informações bancárias e identificar dados que poderiam ser utilizados para avançar no golpe.

“Perceberam? Eles não ligam pedindo a sua senha logo de cara, eles criam uma história convincente com informações reais sobre você, tudo pra te fazer confiar e se manter naquela ligação, aí sim eles te conduzem a passar as informações que interessam a eles. Para que eles realmente concluam o golpe”, afirmou.

Relatos de outras pessoas

Após comentar o episódio inicialmente nos stories, Jumara disse ter recebido mensagens de outras pessoas que passaram por abordagens semelhantes. Segundo os relatos recebidos por ela, os argumentos usados variavam conforme as informações disponíveis sobre cada vítima.

Entre as histórias mencionadas estavam supostos processos jurídicos, informações bancárias e diferentes tipos de sorteios.

“Essa foi a história que eles criaram para mim, mas através dos relatos que eu recebi, eu percebi que eles criam a história conforme as informações que eles têm de cada pessoa”, disse.

Influenciadora faz alerta aos seguidores

No vídeo, Jumara orientou os seguidores a desconfiar de videochamadas de números desconhecidos e a não mostrar aplicativos bancários, senhas ou códigos durante esse tipo de contato.

“Portanto, receber uma ligação de vídeo chamada de um número estranho na dúvida, nem atende, mas caso você atenda, não passe suas senhas, não mostre nenhum tipo de código de confirmação, não clique em nenhum link, não mostra a tela do seu aplicativo bancário aberta”, alertou.

Ao compartilhar o caso, a influenciadora afirmou que decidiu tornar a experiência pública para mostrar que esse tipo de abordagem pode atingir diferentes pessoas.

“A gente acredita que nunca vai acontecer com a gente, a gente tende a olhar para essas situações e acreditar que é para determinados tipos de pessoa, talvez pessoas mais velhas, talvez pessoas menos instruídas, mas eu quero dizer para vocês que hoje eu entendo que são pessoas, por trás da linha, muito preparadas psicologicamente, emocionalmente e, principalmente, carregadas de muitas informações, o que deixa todos nós suscetíveis a cair em golpes como esse”, concluiu.