Durante anos, Benedita Cunha acompanhou o pai, Jasone Ferreira, nos dias de eleição mesmo sem ter idade para votar. Neste domingo, 4, a tradição familiar ganhou um novo significado: aos 19 anos, a estudante de Medicina foi às urnas pela primeira vez ao lado do pai, de 70 anos, em Rio Branco.
O irmão de Benedita, de 14 anos, também acompanhou a família, repetindo um costume que, segundo a jovem, ajudou a despertar desde cedo a percepção sobre a importância da participação nas eleições.
“Quando eu não votava, eu vinha com meu pai, acompanhava ele quando ele ia votar. E eu acho que isso é muito importante também, desde pequena, você ter uma consciência do quão importante é votar e exercer a sua cidadania”, contou.
Para Benedita, participar pela primeira vez da escolha dos representantes também representa o exercício de um direito que deve ser acompanhado de uma decisão consciente.
“Eu acho que votar é um direito de todo cidadão, a gente tem que exercer nossa cidadania, a gente tem que votar consciente”, afirmou.
A estudante também falou sobre as expectativas para o futuro após participar de sua primeira eleição.
“Eu espero que a gente tenha um Brasil melhor, cada vez melhor e eu estou muito esperançosa que vai dar tudo certo”, disse.
Participação dos jovens
Ao falar sobre outros jovens que também começam a participar das eleições, Benedita defendeu a busca por informação e pelo conhecimento da história do país como parte do processo de escolha dos candidatos.
“Eu acho que o jovem é o futuro da nossa nação, então eu acho que cada vez mais ele tem que buscar estudar. Acho que a história do nosso Brasil é muito importante para a gente ter uma consciência de voto correta”, explicou.
Para a estudante, a insatisfação com a política não deve ser motivo para deixar de analisar os candidatos e participar da eleição.
“Você não deve só deixar pra lá, dizer que ‘nenhum presta’. É importante estudar e ver as propostas do candidato”, concluiu.



