Aos 7 anos, Sara Luna Ferreira Freire Vitória, natural de Sena Madureira, no interior do Acre, enfrenta uma condição cardíaca que levou à necessidade de uma cirurgia de emergência em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. A criança foi encaminhada para tratamento fora do estado após exames apontarem o agravamento de uma Comunicação Interatrial (CIA).
A informação foi repassada ao portal A GAZETA pela mãe da menina, Francisca das Chagas Ferreira dos Santos. Segundo ela, a filha recebeu o diagnóstico há cerca de um ano, depois que o irmão mais novo nasceu, em 2025, com Síndrome de Down e também com CIA.
Francisca conta que já tinha histórico de problemas cardíacos e precisou passar por uma cirurgia quando Sara ainda tinha quatro meses. Por causa disso, após o nascimento do filho mais novo, o médico solicitou que a menina também realizasse exames.
“Há cerca de um ano que eu descobri. O irmão dela nasceu em 2025, com Síndrome de Down e também com CIA, como também já tive problema no coração e até precisei operar quando Sara tinha só quatro meses, o médico pediu o exame e deu o diagnóstico”, relatou.
A Comunicação Interatrial é uma alteração congênita caracterizada pela presença de uma abertura na parede que separa os átrios, que são as duas cavidades superiores do coração. No caso de Sara Luna, o problema foi identificado inicialmente com cerca de 6 milímetros.
De acordo com o relato da mãe, naquele primeiro momento, a família foi orientada a retornar para uma nova avaliação após seis meses, período em que seria acompanhado o desenvolvimento da alteração.
Diagnóstico e agravamento
No retorno médico, porém, a família recebeu a informação de que a abertura havia aumentado de tamanho. Segundo Francisca, o exame apontou que o orifício, que anteriormente tinha aproximadamente 6 milímetros, estava com 10 milímetros.
“Porém, nesse retorno, esse buraco já estava com 10mm, e o médico emitiu o encaminhamento para São Paulo com urgência, para fazer a cirurgia, porque ele estava muito preocupado porque Sara não apresentava muitos sintomas, sinais, e isso deixou ele e nós muito preocupados”, contou a mãe.
Diante do resultado, Sara Luna foi encaminhada para atendimento especializado em Ribeirão Preto. A família recebeu autorização para o Tratamento Fora de Domicílio (TFD), benefício que permite o deslocamento para realização do tratamento em outra localidade.
A mãe e a filha devem viajar nesta sexta-feira, 11. A previsão é que Sara seja internada na segunda-feira, 14, para dar continuidade ao tratamento e aos procedimentos necessários antes da cirurgia.
Mãe pede ajuda
Embora o TFD cubra as despesas relacionadas ao deslocamento para o tratamento, incluindo passagens de ida e volta, hospedagem e alimentação, Francisca afirma que ainda terá gastos durante a permanência em São Paulo.
A principal dificuldade apontada por ela é o custo dos deslocamentos entre o local onde ficará hospedada e o hospital, além do transporte entre o aeroporto e a pousada.
“O TFD dá o tratamento fora, com passagens de ida e volta, estadia, mas eu vou precisar de dinheiro para me locomover da pousada onde vou ficar para o hospital, porque a moça me adiantou que é um pouco longe do hospital, e também do aeroporto para a pousada, e eu não tenho esse direito. Por isso que tive a ideia de colocar esse Pix solidário para quem quiser doar”, explicou.
A família está recebendo doações para ajudar a mãe a arcar com esses deslocamentos durante o período de tratamento da menina.
As contribuições podem ser feitas em qualquer valor por meio de PIX, em nome de Francisca das Chagas Ferreira dos Santos, pelo número: PIX: (68) 99995-9955.



