A mulher de 49 anos que teve os dois braços amputados após um grave acidente na zona rural de Assis Brasil recebeu alta médica na terça-feira, 11. Maria Conceição Lopes dos Santos estava internada no Pronto-Socorro de Rio Branco desde o acidente e, segundo informações repassadas pela irmã, Arquilene Santos, para A GAZETA, ainda não retornou para Assis Brasil.
A família, que havia demonstrado preocupação com a possibilidade de a paciente contrair uma infecção durante o período de internação, afirma que recebeu a alta com alívio, mas agora enfrenta uma nova etapa diante das consequências da amputação.
“Ela já recebeu alta. Tivemos medo dela pegar uma infecção no hospital, mas, graças a Deus, está melhor. A situação é complicada porque somos uma família carente. A gente não tem muito dinheiro e aí é difícil. Mas o importante é que ela está se recuperando”, relatou Arquilene.
Segundo a irmã, a família permanece emocionalmente abalada com o que aconteceu. Ela afirma que ainda não conseguiu retomar a rotina desde o acidente.
“A família está muito triste. Eu, por exemplo, estou meio desorientada. Não consegui trabalhar, não consegui fazer nada até hoje”, contou.
Família ainda questiona demora no atendimento
Desde o acidente, a família questiona o tempo levado para conseguir a transferência da paciente até Rio Branco. Maria Conceição ficou entre duas e três horas presa às ferragens antes de ser retirada e, conforme o relato da irmã, houve dificuldade para conseguir uma ambulância em Assis Brasil.
Arquilene voltou a afirmar que acredita que a demora no atendimento especializado contribuiu para a gravidade das lesões.
“A gente está sem chão até agora, sem acreditar numa situação dessa, principalmente que por demora isso ter chegado a acontecer”, afirmou.
Para ela, a situação também expõe dificuldades enfrentadas pela população de Assis Brasil, município localizado na fronteira com o Peru.
“É muito triste saber que não tem uma ambulância, que não tem recurso. A gente chegou no hospital, não tem uma ambulância”, disse.
Nova rotina
Com a alta, a família começa a lidar com as mudanças provocadas pela amputação dos dois braços. Arquilene afirma que ainda não sabe como será a adaptação de Maria Conceição e que a própria paciente ainda estaria assimilando o que aconteceu.
“A gente sabe que vai ser difícil, ainda não caiu a ficha dela”, relatou.
Segundo a irmã, Maria Conceição e os familiares permanecem em Rio Branco e ainda não há previsão de quando retornarão para Assis Brasil.



