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A vida melhorou – artigo de Alexandre Nunes

Talvez não na mesma ordem, mas não restam dúvidas e é senso comum que trabalho, saúde e educação são prioridades na vida de qualquer pessoa. Para o agricultor José Carlos de Figueiredo (73 anos), que está no Acre a 32 anos, destes há 7 anos morando no Ramal da Cigana, município Manoel Urbano, ¨…primeiro lugar a agricultura, segundo lugar a saúde, o cara sem saúde não faz nada, terceiro lugar a educação… Primeiro agricultura, porque com agricultura tem alimento, porque sem alimento, não se tem saúde e o ‘cara’ sem saúde, ele não estuda¨.

 

Com investimentos e o fortalecimento da atenção primária e do saneamento básico em todo o estado, somados à educação, saúde, empreendedorismo (economia criativa) e agricultura familiar, que proporcionam distribuição de renda e inclusão social, o povo do Acre pode se orgulhar dos avanços e melhoria na qualidade de vida.

 

Esses investimentos se traduzem em programas do governo do Estado, como: “Quero ler”, “PROSER¨e “Ruas do Povo¨, Talvez esses, somados a tantos outros, possam explicar porque o Acre se destaca com o modelo econômico, público, privado e comunitário e se tornou referência em políticas ambiental e sustentável.

 

Alguns estudos do Ministério da Saúde apresentam o Acre entre os seis estados com redução da taxa de mortalidade infantil. Resultado das decisões do governador Tião Viana e de uma geração política que decidiu cuidar desse estado. 

 

Tião Viana garantiu investimentos em UTI Neonatal, fortalecimento de programas como o banco de leite, rede cegonha e ampliação de leitos, mas principalmente, realizou uma revolução no saneamento básico. Mesmo sendo responsabilidade dos municípios, o governo definiu como meta levar a 90% da população água tratada, coleta e tratamento de esgoto.

 

Nos municípios de Marechal Thaumaturgo, Jordão, Porto Walter e Santa Rosa, o objetivo é mais ousado, 100% das moradias urbanas terão água tratada, coleta e tratamento de esgoto. Mas, ainda mais ousado pelas quatro cidades estarem há muitos e muitos quilômetros distantes dos centros de abastecimento de material, tendo ligação apenas pelos rios ou avião. Visualizem a logística de carregar brita, cimento, ferro, concreto e toneladas de máquinas pelos rios acreanos. 

 

Isto é decisão política de um médico, governador do estado, que junto com sua equipe, sabe que só se melhora o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) com investimentos na saúde pública e promovendo melhor qualidade de vida.

 

São necessários investimentos que, em médio prazo, apresentam resultados na economia, educação e ou saúde. Como exemplo o número de internações do Hospital das Clínicas (HC), que teve uma redução média de 27%. De mais de 9.600 internações em 2012, para 6.441 casos de internações, em novembro de 2017. Dados da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre).

 

Um legado que é fácil de ser percebido nas cidades, zona rural e na fala de José Carlos de Figueiredo. Quando perguntado sobre sua vida no Acre, ele revela seu amor pela agricultura e conta que aqui tem apoio e o que precisa: “…não é contando vantagem, mas já me chamaram para ir pra cidade, me ofereceram grandes coisas. Não, eu gosto da agricultura¨. E lembra, aqui plantando tudo dar.

 

Sem comparações, Jorge Viana resgatou a autoestima do povo do Acre, Binho Marques transformou nossa história por meio da educação e Tião Viana está deixando uma mensagem para o futuro: saúde é o ‘agente’ revolucionário para uma sociedade de oportunidades e qualidade vida.

 

Agora, mais uma vez, quem decide é o cidadão. Parafraseando o presidente Lula, é o povo que vai decidir como seguir e o que ‘presta’.

 

Alexandre Nunes Nobre é publicitário