O Juruá em Tempo O Juruá em Tempo
Destaque

Professor captura sucuri de quase 5 metros que comia porcos em reserva indígena no Acre

Por Redação Juruá em Tempo. 04/02/2019 às 21:04

Uma sucuri de aproximadamente cinco metros foi capturada na Reserva Indígena Aldeia São Paolino, no Rio Purus, zona rural de Sena Madureira, interior do Acre. O animal foi capturado pelo professor de biologia Valmir Padilha, após sumirem dois porcos do local.

Padilha precisou da ajuda do filho e do genro Alex Silva, que registrou a ação em vídeos e fotos. O trio levou a cobra para o outro lado do rio e soltou em um igarapé. A captura ocorreu no último dia 28, mas as imagens foram divulgadas nesta segunda-feira (4).

“Minha esposa deu conta do sumiço de uma porca, de aproximadamente 30 a 35 quilos, no domingo [27). Ela foi procurar e encontrou a porca morta perto de uma lagoa pequena. Avisou para gente, mas na segunda tive que ir para escola na parte da manhã e à tarde falei com meu filho Douglas e meu genro Alex para procurarmos a porca”, contou Padilha.

O trio não encontrou mais a porca no local indicado. Após alguns instantes procurando e seguindo o rastro do animal, o professor localizou a cobra já com a porca dentro da barriga.

Professor captura cobra de quase 5 metros que comia porcos em reserva indígena do Acre

Professor captura cobra de quase 5 metros que comia porcos em reserva indígena do Acre

“Medi ela com uma trena e deu 4,80 metros, mas ela estava enrolada. Acredito que em linha reta ela chegaria a 5 metros. Passei umas duas horas e meia tentando capturar”, afirmou.

Em um dos vídeos, os moradores aparecem tirando o saco da cabeça do animal e soltando dentro do igarapé.

“Sumiram dois porcos, estava com medo de vitimar um garrote, boi. Já tinha capacidade de pegar um garrote de 150 quilos. Estava com a porca dentro do estômago quando capturamos. Acreditamos que pesava entre 70 a 80 quilos com a porca dentro. Foi preciso eu, meu filho e meu genro para carregá-la”, detalha.

Retirada

Foram necessários três homens para tirar a cobra da mata, levar até uma canoa na beira do rio e remanejar para o outro lado do manancial. Formado pela Universidade Federal do Acre (Ufac), o professor relembrou dos cuidados necessários para não ser atacado pelo animal.

“O procedimento no caso de sucuri é cobrir a cabeça com saco porque inibimos a capacidade dela de ataque, não vai usar a boca para atacar e nem ver ninguém. Fica até mais fácil de remanejar”, explicou.

Sucuri foi capturada após sumirem porcos em uma reserva indígena de Sena Madureira, interior do Acre — Foto: Alex Silva/Arquivo pessoal

Por Aline Nascimento

Sair da versão mobile