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Sem salário e vale-alimentação, terceirizados paralisam atividades em escola Estadual de Cruzeiro do Sul

Funcionários terceirizados da Escola Estadual de Ensino Médio, Dom Henrique Ruth, em Cruzeiro do Sul, paralisaram as atividades nesta quarta-feira, 23, para cobrar o pagamento do salário de agosto e de vales-alimentação que, segundo os trabalhadores, estão atrasados há cerca de 5 meses.

Os profissionais são vinculados à empresa Monteiro Soares. Uma delas, Samili de Lima Silva, afirma que os atrasos não são recentes e que os funcionários continuam comparecendo normalmente ao trabalho, apesar das dificuldades financeiras, até que resolveram parar.“A gente disse que não ia mais fazer nosso serviço, que ia parar até que o Estado ou a empresa, alguém, tomasse providência. A gente começou hoje”, afirmou Samir.“A gente já tem esse problema há algum tempo. A empresa não está sendo justa com os colaboradores. Estamos enfrentando dificuldades com pagamentos e vale-alimentação. A gente vem todo dia trabalhar direitinho, fazer a nossa função, e quer saber por que não está sendo pago”, declarou.Segundo Samili, o salário referente a agosto ainda não foi depositado e, com setembro chegando ao fim, os funcionários estão próximos de completar dois meses sem receber.“A gente já vai fazer dois meses, porque está o salário de agosto e já estamos finalizando o mês de setembro”, disse.

O vale-alimentação, conforme o trabalhador, está há ainda mais tempo sem ser pago. A estimativa dos funcionários é de que o atraso já chegue ao quinto mês.

Samili afirma que a empresa sempre alega como justificativa a informação de que haveria atraso nos repasses do governo para a empresa.“Nunca paga no dia correto. Sempre vem com uma desculpinha que o governo não está passando o repasse para a empresa. E são os colaboradores que ficam à mercê da situação”, relatou.

Na Escola Dom Henrique Ruth, aproximadamente nove trabalhadores estariam na mesma situação. Segundo ela porém, funcionários terceirizados lotados em outras unidades escolares também enfrentam problemas semelhantes.Ele ressalta que os atrasos atingem trabalhadores que dependem do salário até mesmo para conseguir chegar ao serviço, além de mães que sustentam sozinhas suas famílias.“Tem mães solo e também aquelas pessoas que não têm transporte, que precisam do dinheiro para se locomover até o trabalho. A situação não está fácil, está tudo muito caro”, afirmou.

De acordo com ela, a Monteiro Soares já perdeu o contrato e uma nova empresa deverá assumir os serviços. Enquanto a mudança não ocorre, ele afirma que a situação vem sendo prorrogada sem que os trabalhadores recebam os valores cobrados. Diante dos atrasos, o grupo decidiu interromper as atividades nesta quarta-feira. Os funcionários comunicaram à coordenação que não retomariam os serviços enquanto não houver uma providência em relação aos pagamentos.

No município de Rodrigues Alves, os terceirizados que prestam serviço nas escolas estaduais também dizem estar com salários atrasados, não receberam o vale alimentação e o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), segundo o grupo não está sendo pago.

Procurada, por meio da Assessoria de Comunicação, a Secretaria de Estado de Educação (SEE), não respondeu à mensagem do ac24horas sobre o assunto.