O resultado do primeiro turno das eleições, com Flávio Bolsonaro (PL) à frente, foi classificado como inesperado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Para o sociólogo e cientista político Antonio Lavareda, durante o CNN Eleições, a reação de Lula ao resultado revela a dificuldade do PT em compreender o que estava ocorrendo no país ao longo da campanha.
Dificuldade de mudar a percepção econômica
Lavareda avaliou que, durante os últimos três anos, o governo “patinou no esforço de mudar a percepção dos brasileiros sobre a condução da economia do país”. Segundo ele, o que se viu nas urnas foi a expressão direta da insatisfação do eleitorado com o encaminhamento econômico.
“A economia, o que nós estamos assistindo hoje, é a expressão nas urnas da insatisfação com a dimensão econômica”, afirmou.
O analista traçou um paralelo com o cenário internacional, destacando que a questão econômica tem sido determinante em eleições ao redor do mundo.
Para Lavareda, o governo não foi capaz de reverter o déficit de aprovação acumulado ao longo do mandato. O índice acompanhado pela CNN Brasil encerrou a semana anterior ao pleito em menos quatro pontos.
Eleição marcada pelo tema da mudança
Lavareda destacou que Flávio Bolsonaro apostou fortemente na narrativa de mudança ao longo de toda a campanha.
Diante disso, Lula enfrenta agora o desafio de demonstrar que o incumbente pode representar mais mudança do que o desafiante — algo que, segundo o analista, a ex-presidente Dilma Rousseff conseguiu fazer de forma exitosa em 2014, mas que se mostra bastante difícil a partir dos dados atuais.
A análise também ressaltou que Lula não conseguiu, ao longo de 2026, melhorar sua aprovação a ponto de reduzir a diferença em relação à desaprovação, que permaneceu elevada durante todo o ano.
Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.Acompanhe Economia nas Redes SociaisTópicoseconomia brasileiraUrnas eletrônicas



