Em quase 4 meses, 76 visitantes tentaram entrar com ilícitos em presídio de Rio Branco

Droga, tabaco, dinheiro, rapé, cola e até fermento são alguns dos ilícitos que visitantes tentam levar para dentro do Complexo Prisional Francisco d’Oliveira Conde (FOC), em Rio Branco. Entre janeiro e 21 de abril deste ano, foram registradas 76 ocorrências envolvendo visitantes.

Os dados são do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen-AC). As visitas na unidade ocorrem às quartas, sábados e domingos. Sendo que a visita íntima é realizada há cada 15 dias.

Do total de ocorrências, 12 envolvem tentativas de entrar com drogas dentro da unidade. O balanço mostra também que há ocorrências com carteiras vencidas, medicamentos, chips de celulares, carteiras falsas, cartões de memória na sandália, gomas de mascar, entre outras.

Uma equipe da Rede Amazônica Acre esteve no complexo e conversou com uma mãe que tentou levar droga para o filho. Segundo ela, o preso estava sendo ameaçado de morte caso a droga não fosse entregue. A identificação da mulher não será divulgada.

Mulher tentou levar drogas para o presídio após saber que filho era ameaçado de morte — Foto: Reprodução

Mulher tentou levar drogas para o presídio após saber que filho era ameaçado de morte — Foto: Reprodução

Para tentar burlar a fiscalização, a mulher escondeu 1,4 quilos de maconha no corpo. A mulher foi julgada e deve cumprir seis anos de prisão em regime fechado.

“Estava sendo ameaçado de morte no presídio. Já estava no prazo, aí, então, me ligaram, me passaram mensagem, seu eu podia levar essa droga para pagar conta dele que se eu não pagasse iriam quebrar os braços dele lá dentro”, lamentou.

Fiscalização

Para conseguir identificar qualquer objeto ou droga o Iapen-AC utiliza toda uma tecnologia. A diretora Operacional do Iapen-AC, Valéria Santos, explicou que o instituto conta com um aparelho body scanner, por onde todos os visitantes passam e conseguem fazer a verificação de todo o corpo, e o detector de metais.

“Quando verificada alguma imagem de qualquer objeto que possa levantar algum tipo de suspeita, essa pessoa é convidada para passar pela visita mais minuciosa, que não é vexatória. O agente convida, a pessoa vai para um lugar mais reservado, e lá é feita a verificação para esclarecer o que a imagem apontou”, frisou.

Aparelho permite ver todo o corpo do visitante e detectar objeto ilícito — Foto: Reprodução

Aparelho permite ver todo o corpo do visitante e detectar objeto ilícito — Foto: Reprodução

Ainda de acordo com a diretora, os equipamentos ajudaram a acelerar a fiscalização e, com isso, o tempo de permanência das pessoas na visita também aumentou.

“A tecnologia veio agregar a esse profissional e também acelerar o processo de entrada no presídio, porque antes quando não tínhamos esse equipamento demorava muito para que essas pessoas passassem pelo processo de revista. Hoje todo mundo ganha”, finalizou.

Por Tálita Sabrina, Bom Dia Amazônia