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Real Madrid tem teto de gastos recorde de quase R$ 5 bilhões; Barcelona eleva limite a R$ 3,5 bilhões

Por Redação Juruá em Tempo. Fonte: O Globo. 11/09/2026 às 15:17

O Real Madrid continua com o maior poder de investimento do futebol espanhol. A LaLiga divulgou nesta quinta-feira os novos limites de gastos dos clubes, e a equipe comandada por José Mourinho aparece no topo do ranking, autorizada a comprometer até € 832,7 milhões (cerca de R$ 4,99 bilhões) com salários, contratações e outros custos relacionados ao elenco.

O Barcelona também se destacou na atualização. Depois de enfrentar graves restrições financeiras nas últimas temporadas, o clube catalão elevou seu teto para € 582,7 milhões (R$ 3,49 bilhões). O valor representa um aumento de quase € 150 milhões — aproximadamente R$ 900 milhões — em comparação com os € 432,8 milhões (R$ 2,59 bilhões) permitidos no ano passado.

A recuperação das contas do Barcelona é atribuída principalmente à redução de despesas estruturais fora do futebol e ao aumento das receitas do Camp Nou. A comercialização de camarotes VIP e a abertura de um novo setor para torcedores ajudaram o clube a ampliar a arrecadação e recuperar margem para registrar jogadores.

O cenário é bem diferente daquele enfrentado pela diretoria de Joan Laporta nos últimos anos. No período mais crítico, o limite estabelecido pela LaLiga chegou a ser negativo em € 144 milhões — o equivalente a um déficit de R$ 864 milhões pela cotação atual.

Apesar do avanço, o Barcelona ainda precisa manter a cautela. Na temporada 2027/28, o clube deverá voltar a mandar partidas em Montjuïc durante parte do calendário, situação que pode reduzir as receitas com o estádio e voltar a pressionar o limite de gastos.

Real Madrid amplia vantagem

O Real Madrid, por sua vez, elevou o teto de € 761 milhões (R$ 4,56 bilhões) para € 832,7 milhões (R$ 4,99 bilhões), o maior valor já registrado pela competição. A capacidade financeira também se refletiu na janela de transferências, na qual o clube foi o que mais investiu para reforçar o elenco.

O Atlético de Madrid ocupa a terceira posição, com limite de € 361,2 milhões (R$ 2,16 bilhões). Bem abaixo do trio aparece o Villarreal, autorizado a gastar até € 170,5 milhões (R$ 1,02 bilhão).

Na outra ponta do ranking está o Sevilla. Em dificuldades financeiras, o clube possui o menor teto da Primeira Divisão: apenas € 20,1 milhões (R$ 120,6 milhões). O valor é inferior até mesmo aos limites de Girona, de € 35 milhões (R$ 210 milhões), e Mallorca, de € 34 milhões (R$ 204 milhões).

Além do Sevilla, outros quatro clubes tiveram redução em relação à atualização anterior: Osasuna, agora com € 55,3 milhões (R$ 331,8 milhões); Alavés, com € 43,2 milhões (R$ 259,2 milhões); Villarreal, com € 170,5 milhões (R$ 1,02 bilhão); e Celta de Vigo, com € 88 milhões (R$ 528 milhões).

O que entra no teto de gastos?

Chamado oficialmente de Limite de Custos do Elenco Esportivo, o teto representa o valor máximo que cada clube pode gastar com jogadores, comissão técnica, categorias de base e outras equipes mantidas pela instituição.

O cálculo não considera apenas os salários fixos. Também entram na conta bonificações, direitos de imagem, encargos sociais, indenizações por rescisões contratuais, comissões pagas a agentes e a amortização dos valores investidos em transferências.

Para estabelecer o limite, a LaLiga considera a diferença entre as receitas de cada clube — provenientes de direitos de transmissão, patrocínios, bilheteria e outras operações — e as despesas estruturais, além dos pagamentos de dívidas previstos para a temporada.

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