Bruna Marquezine vê a moda como uma linguagem capaz de acompanhar as transformações pessoais. Para a atriz, o jeito de se vestir não apenas traduz o momento de quem usa uma roupa, como também abre espaço para novas interpretações de peças que já fazem parte do guarda-roupa. É nesse território, entre conforto, personalidade e versatilidade, que ela enxerga a força das sobreposições, tendência que ganhou espaço nas últimas temporadas.
“Acho que essa tendência mostra uma vontade de olhar para o guarda-roupa de um jeito mais criativo e menos descartável. A sobreposição permite que uma mesma peça ganhe novas leituras dependendo da combinação, e isso torna o vestir muito mais pessoal. Também gosto da ideia de que o básico deixou de ocupar um lugar de simplicidade e passou a ser um ponto de partida para diferentes formas de expressão”, afirma à revista ELA.
Essa mudança de olhar também passa pela relação com as peças essenciais. Em vez de associar o básico à neutralidade, Bruna destaca os elementos que fazem uma roupa permanecer relevante ao longo do tempo.
“Para mim, o mais importante é a qualidade. A qualidade dos materiais, do acabamento e da construção da peça faz toda a diferença, porque é isso que permite que ela atravesse o tempo. Eu valorizo muito textura e caimento. Quando uma peça é bem feita, ela permanece relevante e acompanha diferentes fases da nossa vida, sem perder o sentido”, destaca.
A escolha do que vestir, para ela, está diretamente ligada à maneira como cada pessoa se percebe. Bruna passou a enxergar a moda também como uma forma de autoconhecimento, em uma relação que vai além das tendências ou de uma determinada estética.
“Acho que, muitas vezes, sim. Para quem tem o privilégio de poder se expressar através da roupa da forma que gostaria, o jeito de vestir comunica muito sobre como a pessoa está se sentindo e sobre como ela se enxerga. Foi por isso que passei a olhar para a moda como uma ferramenta de autoconhecimento. Ela acaba sendo uma linguagem silenciosa. Nosso estilo muda porque nós mudamos. As roupas acompanham as transformações que acontecem dentro da gente”, observa.
No cotidiano, essa relação aparece na busca por um equilíbrio entre praticidade e identidade. Marquezine diz que o conforto é uma prioridade, mas não acredita que ele precise vir acompanhado de escolhas menos interessantes visualmente. Peças amplas, tecidos agradáveis e combinações que funcionem em diferentes situações estão entre suas preferências.
“Sempre priorizo o conforto, mas nunca enxerguei conforto e estilo como coisas opostas. Quando uma roupa faz sentido para quem você é, ela naturalmente também traz segurança e bem-estar. No meu dia a dia, gosto de peças amplas, tecidos gostosos e combinações que me permitam transitar por diferentes compromissos sem abrir mão de me sentir confortável. Acho que a melhor roupa é aquela que faz você se sentir você mesma”, define.
A conversa acompanha o lançamento da nova cápsula da Hering, que tem Bruna como estrela e explora justamente a possibilidade de criar diferentes visuais a partir de camadas, proporções e sobreposições.

