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Deborah Secco revela relacionamentos tóxicos: ‘Fui trancada para não comer’

Por Redação Juruá em Tempo. Fonte: O Globo. 14/08/2026 às 15:19

Deborah Secco foi trancada no quarto para que não comesse. A violência foi praticada por um ex-namorado, que não queria que ela engordasse. Em entrevista ao videocast ‘Conversa vai, conversa vem’, no ar no Youtube do GLOBO e no Spotify, a atriz de 46 anos, revelou ter enfrentado agressões físicas e mentais em relacionamentos tóxicos. Leia trecho:

Você tem priorizado a sua filha, Maria Flor, mas a guarda compartilhada com o pai dela, o Hugo Moura, ajuda no novo namoro, não é?

Guarda compartilhada foi a minha maior dor. Existe metade de uma vida da minha filha da qual não participo. Isso era inaceitável. Mas aprendi que é um recomeço. No início, ficava sozinha, chorava horrores, me sentia culpada. Era como se fosse uma mãe ausente. Mas a dinâmica foi se ajeitando. A paternidade do Hugo me cura, porque tive um pai que não esteve comigo. Acompanhar a experiência da Maria Flor com o pai presente, um pai afeto, que se preocupa e se responsabiliza tanto quanto eu, me cura. Passei anos da minha vida em busca desse pai que me escolhesse e escolhia ‘pais’ que não me escolhiam.

Nas relações amorosas…

Busquei o padrão de abandono em todas as relações: amorosas, de amizade, pessoas que tinha que conquistar, batalhar, que tendiam ao abandono e não ao cuidado. Fazia tudo para ser escolhida. Nossa mente reproduz padrões. É bom saber que minha filha vai crescer sabendo o tipo de pessoa que tem que escolher: quem brigue por ela, quem escolha por ela, quem a ame enlouquecidamente, gaste tempo e atenção com ela.

Se submeteu a situações em relacionamentos as quais jamais aceitaria hoje?

Com certeza. Relacionamentos tóxicos, abusivos, aquela looping de aprisionamento, de a pessoa te manipular a ponto de se sentir dependente dela. Coisas muito graves, agressões físicas, verbais… Já fui trancada para não poder comer. “Não vai comer isso se não vai ficar gorda”. Achava que era tão ruim que precisava daquilo, que seria minha salvação. Uma carência do cara que não esteve quando devia estar. Fiquei buscando uma vida inteira por isso (por um pai), essa figura, masculina, que não escolheu por mim. Quando era criança, busquei essa aprovação, essa aceitação. E faria o que fosse preciso para tê-lo. E fiz durante anos coisas que jamais faria novamente para ser aceita e ter pessoas. Porque esse foi o padrão que me foi apresentado lá atrás. Fui traída, machucada, enganada.

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