O Ministério Público Eleitoral de Alagoas instaurou procedimento para apurar a possível prática de coação eleitoral após vídeo publicado por Rico Melquiades nas redes sociais no último sábado (12/9).
No vídeo, Rico questiona o posicionamento político de quatro funcionárias e afirma não querer “petista dentro de casa”.
“Quem paga o salário de vocês? Não quero petista aqui dentro. Tu é do PT, Manoela? Responde. Pegue suas coisas. Está demitida”, dispara ele.
Para o procurador regional eleitoral em Alagoas, Marcial Duarte Coêlho, a conduta de Rico “é inaceitável” e “viola a liberdade de escolha do eleitor”.
“Emprego e salário não podem ser usados como instrumentos para impor, direcionar ou tentar interferir no voto de ninguém. Uma conduta dessa natureza viola a liberdade de escolha do eleitor e exige uma resposta firme do Ministério Público Eleitoral”, afirma Marcial.
Segundo o MPE, o caso será encaminhado à Polícia Federal para apuração na esfera criminal, diante da possível incidência do artigo 301 do Código Eleitoral, que tipifica como crime o uso de violência ou grave ameaça para coagir alguém a votar, ou não votar, em determinado candidato ou partido.
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