Virginia Fonseca, de 27 anos, voltou a chamar atenção nas redes sociais nesta quarta-feira (12) ao exibir, de forma descontraída, o resultado de um novo procedimento estético no bumbum. Em vídeo gravado pela amiga Maressa Lopes, a empresária mostrou o corpo e brincou com a própria aparência: “Ela vem e surpreende”.
A amiga, então, respondeu: “Pode parar, você está se achando muito. Eu falei que a bunda dela vai explodir qualquer dia”. Virgínia, por sua vez, entrou na brincadeira: “isso é inveja”.
Em julho, a influenciadora havia feito um novo retoque estético na região dos glúteos, com objetivo de melhorar o contorno e a firmeza do local. Ela contou que retornou ao consultório do médico Roberto Chacur, em São Paulo, para avaliar a evolução do procedimento. A influenciadora comentou que acreditava que só teria horário marcado para um novo procedimento apenas em novembro. “Olha quem achou um espaço na agenda. O doutor falou que só ia me atender em novembro. Aí eu falei: ‘Só em novembro? Não faz isso comigo, não, eu fiquei triste demais”, disse.
Esta é a terceira vez que Virginia mexe na região em menos de um ano. Em novembro de 2025 ela já tinha realizado um retoque no local. A proximidade entre procedimentos e avaliações na região chama atenção para uma dúvida comum entre quem busca tratamentos estéticos: existe um limite para mexer repetidamente no bumbum?
Especialistas explicam
Embora a visita mais recente de Virginia tenha sido descrita como uma avaliação do procedimento realizado em julho, especialistas esclarecem que qualquer nova intervenção precisa considerar o tempo de recuperação dos tecidos, o tipo de técnica utilizada e a resposta individual de cada paciente.
Para o dermatologista Flégon David, especialista em harmonização corporal, não existe uma quantidade fixa de procedimentos que possa ser considerada segura para todas as pessoas.
— O limite depende do tipo de técnica utilizada, das substâncias aplicadas, da quantidade de produto, das condições clínicas do paciente e de como a região respondeu aos tratamentos anteriores. Segundo ele, antes de realizar uma nova intervenção, é necessário avaliar a anatomia, o histórico de procedimentos e o estágio de recuperação da região: — Procedimentos em excesso ou feitos sem respeitar a capacidade de recuperação dos tecidos podem aumentar o risco de complicações — alerta.
O médico também chama atenção para situações em que uma nova intervenção é realizada poucas semanas depois de outra.
— Retaliar uma nova intervenção enquanto os tecidos ainda estão em processo de recuperação pode aumentar o risco de inflamação, infecção, alterações na cicatrização, irregularidades e outros eventos adversos.
Existe um número limite?
O cirurgião plástico Luis Fernando de Mattos acrescenta que não há um número absoluto de procedimentos que determine até onde uma pessoa pode chegar. Segundo ele, o limite é individual e depende da anatomia, da qualidade da pele e dos tecidos, do histórico de cirurgias, da presença de cicatrizes, da vascularização da região e, principalmente, da capacidade de recuperação do organismo.
De acordo com o especialista, cada nova intervenção pode ter consequências imprevistas, como modificar a anatomia e aumentar a complexidade de procedimentos posteriores.
— Não é seguro pensar em procedimentos estéticos como algo que pode ser repetido indefinidamente. Antes de indicar uma nova intervenção, é fundamental avaliar se existe realmente uma necessidade estética e se os tecidos ainda apresentam condições adequadas para receber outro procedimento — afirma o médico.
Outro ponto importante é que a recuperação não termina necessariamente quando o inchaço ou os sinais externos desaparecem. O processo de cicatrização não acontece apenas na superfície, e há um tempo de recuperação interna dos tecidos que precisa ser respeitado.
Segundo Luis Fernando, antecipar uma nova intervenção pode aumentar o risco de infecção, sangramento, hematomas, seromas, alterações na cicatrização, fibrose e irregularidades no contorno.
Os especialistas ressaltam, portanto, que a frequência de procedimentos deve ser individualizada e não determinada apenas pelo desejo de acelerar resultados estéticos. Antes de uma nova intervenção, é fundamental verificar se os tecidos estão recuperados e se o organismo apresenta condições adequadas para receber outro tratamento.

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