Gladson se irrita com críticas ao novo fardamento e abre espaço para empresas de fora fornecerem uniformes

Logo após a divulgação da notícia de que o governo do Acre iria entregar gratuitamente os novos uniformes aos alunos da rede pública estadual, uma campanha com críticas negativas à aparência do novo fardamento começou a circular na web. Não se sabe quem iniciou, mas até uma petição online foi aberta em desfavor do modelo atual das fardas escolares.

O fato aborreceu o governador Gladson Cameli, que falou neste domingo, 12, da suspeita de que até mesmo algumas empresas que seriam contratadas para confeccionar as peças estariam no meio. Por isso, decidiu reverter o decreto que cria Programa de Compras Governamentais com Incentivo à Indústria Local. De acordo com Gladson, o motivo do descontentamento de algumas empresas com o novo uniforme seria a exigência de que o material usado para fazer as peças deveria ser de alta qualidade.

“Vou cancelar o decreto que permitia apenas empresas acreanas para fornecer novo fardamento escolar. Vou abrir, agora, para empresas e pessoas de todo o Brasil que queiram vir fornecer aqui”, afirmou em um vídeo transmitido ao vivo em seu perfil oficial no Facebook.

Olá! Vamos conversar?

Publicado por Gladson Cameli em Domingo, 12 de janeiro de 2020

Cameli se disse bastante incomodado com o fato de algumas pessoas criticarem até mesmo as boas ações de sua gestão. “Parece que tem uma meia dúzia que nunca está satisfeita. Querem mudar o fardamento por que? Quero coisa boa, malha boa. Este aviso não é para os que estão trabalhando direito, é para uns e outros que estão criando “nove horas”, argumentou.

O decreto mencionado pelo governador dizia que as licitações e aquisições diretas na forma da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993, deverão priorizar a aquisição de produtos fabricados por indústrias instaladas no Estado do Acre, sendo admissível a utilização de credenciamento, por meio de chamamento público, com respeito à isonomia e à publicidade, mediante a repartição isonômica de demanda das aquisições.

  • Por Taís Farias.