Há 17 anos, o Juiz de Paz Osmiro Siqueira une casais em Cruzeiro do Sul

Osmiro Siqueira de Oliveira, de 69 anos, começou sua história em Cruzeiro do Sul como Juiz de pequenas causas. Até que precisou realizar um casamento civil por falta de Juiz e Paz e acabou ficando na função até hoje. 

Oliveira explica que o trabalho é voluntário e que não recebe nada do Tribunal de Justiça, apenas uma contribuição do cartório, já que pertence a iniciativa privada. 

Osmiro é homenageado pelos serviços prestados ao Tribunal de Justiça

Movido pelo amor à profissão, o juiz de paz conta que já realizou diversos casamentos, inclusive de personalidades e autoridades do Juruá. “Me sinto honrado e gratificado por exercer essa função, esse é um dever e uma obrigação de todos nós”.

O profissional esclarece sobre a principal diferença entre o casamento religioso e o casamento civil.

“O casamento religioso segue um dogma, um procedimento religioso, no período da cerimônia o pastor ou padre celebra a união. Mas a maior diferença é que o casamento religioso não separa e o civil, como nós conhecemos, é um contrato de normas e leis. Costumo dizer que é um contrato pelo amor”.

Com muitos anos de experiência, o juiz fala do processo de transformação que o casamento sofreu ao longo dos anos. 

“Antigamente, antes dessa mudança social que vivemos, o casamento civil era muito rápido. A pessoa chegava no cartório, o juiz formulava a pergunta e já efetuava o casamento de forma imediata. Era coisa de 4 minutos. Hoje, o casamento tem mais uma peculiaridade. Nós temos que falar da relação de família, expondo ao casal como deve ter uma relação duradoura. Casamento tem que ter muita paciência, amor e tolerância. Os dois estão constituindo uma família, e os dois devem ficar juntos até Deus separá-los. Essa é a missão de cada um quando escolhe viver a vida a dois”.

Para quem pretende se casar, Oliveira dá alguns conselhos para que os futuros noivos tomem a decisão certa.

“Primeiro, façam o alicerce a sua base, que é o amor um pelo outro. É esse amor que vai segurar a vida toda dos dois. A outra coisa é ter muita paciência e, por último, exercer o perdão. Sempre perdoar a falha do outro, porque o que gera o amor é o respeito um pelo outro”.