Homem que matou delegado no Acre pega mais 14 anos por tentativa de homicídio contra PM

O detendo Elivan Verus da Silva foi condenado a mais 14 anos de prisão em regime inicial fechado por tentar matar um sargento do Batalhão de Operações Especiais (Bope), em 2014 na cidade de Xapuri, interior do Acre.

Silva já cumpre pena no Complexo Prisional Francisco d’Oliveira Conde (FOC), em Rio Branco, por quatro crimes: pela morte do delegado de Polícia Civil Antônio Carlos Marques, pela morte da adolescente Janaína Nunes da Costa, por tentar matar a mãe de Janaína, que era ex-namorada dele na época, e também pelo crime de sequestro.

Em penas somadas, o acusado já havia sido condenado a mais de 59 anos pelos crimes. Porém, nesta sexta-feira (18), o Tribunal do Júri de Xapuri condenou Silva a mais de 14 anos por tentativa de homicídio contra o sargento do Bope.

O crime contra o militar ocorreu durante a prisão de Silva, em 2014, em um matagal da zona rural de Xapuri. Um mês após matar Janaína Nunes e atirar no delegado, Silva foi preso em uma operação da polícia na cidade. Ao tentar fugir, o acusado tentou esfaquear o militar.

Nesta sexta, o acusado foi julgado novamente. Duas testemunhas foram ouvidas, sendo dois militares que participaram da operação para prender o acusado. O Ministério Público do Acre (MP-AC) fez a acusação.

O advogado Enoque Diniz, responsável pela defesa de Silva, falou que o cliente afirmou no final do julgamento que não quer recorrer da sentença.

“Deixo muito nas mãos do cliente essa decisão. Ele falou que não quer, quando o juiz perguntou para ele”, disse.

A Justiça negou a Silva o direito de recorrer em liberdade.

Crimes em Xapuri

Elivan Verus da Silva foi condenado, no dia 17 de junho, por matar a adolescente Janaína Nunes da Costa, de 15 anos, no dia 26 de novembro de 2014, com três facadas, em Xapuri. Ele era namorado da mãe da garota e, segundo a polícia, durante uma briga do casal, Janaína tentou defender a mãe das agressões do companheiro. A jovem foi ferida com facadas no pescoço, mão e cabeça.

O delegado titular da cidade, Antônio Carlos Marques Melo, ficou responsável pelas investigações. No dia 14 de dezembro de 2014, quase um mês após o primeiro crime, o delegado foi baleado no tórax e perna durante uma operação para tentar prender o suspeito, sendo encaminhado para o Pronto-Socorro Rio Branco.

A prisão do suspeito só ocorreu no dia seguinte, 15 de dezembro, quando a polícia fez uma operação para a captura de Silva. Ele foi preso quanto tentava se esconder em um matagal na zona rural da cidade.

Após 25 dias na UTI, o delegado Antônio Carlos morreu devido à gravidade dos ferimentos. Ele já havia perdido um rim, o baço, parte do estômago e do intestino.

Procurado na época, o então presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Acre (Adepol), Rafael Pimentel, lamentou o ocorrido. “Temos um herói morto e um bandido vivo, e isso causa revolta e consternação, diante dessa situação. Ele foi um guerreiro, todo dia para ele foi uma batalha, uma luta”, afirmou.

Com informações do G1.