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Chefe de diplomacia da União Europeia quer aumentar sanções sobre entidades russas

A chefe da diplomacia da União Europeia, Kakha Kallas, pretende aumentar em um terço o número de entidades russas sancionadas pela guerra na Ucrânia, informou o jornal alemão Die Welt nesta segunda-feira. A UE adotou 21 rodadas de sanções contra a Rússia desde que Moscou lançou sua invasão em grande escala da Ucrânia em fevereiro de 2022.

“Até o outono, estou propondo a lista de sanções mais abrangente desde o início da guerra”, disse Kakha ao Die Welt. “Uma vez adotada, o número total de entidades russas sancionadas aumentaria imediatamente em um terço”, acrescentou.

Semanas antes, a UE adotou uma versão reduzida de seu pacote de sanções, aprovado após negociações entre os Estados-membros, alguns dos quais rejeitaram sanções mais severas.

As sanções, que segundo Kallas privaram a máquina de guerra russa de “mais de um trilhão de euros”, atualmente abrangem 3.000 indivíduos e entidades, de acordo com a Comissão Europeia.

Ataques seguem

Seis pessoas morreram em um ataque com mísseis ucranianos na região russa de Belgorod, perto da fronteira, anunciaram as autoridades locais nesta segunda-feira.

“Terroristas ucranianos atacaram a vila de Koloskovo, distrito de Valuyskiy, com mísseis”, anunciou o governador regional Alexander Shuvaev na plataforma estatal MAX. Ele especificou que “seis civis foram mortos e quatro ficaram feridos, incluindo uma criança”.

Rússia e Ucrânia intensificaram seus ataques nos últimos meses, deixando um número crescente de vítimas, mais de quatro anos após o início da ofensiva russa.

No domingo, uma onda de centenas de ataques com drones matou 12 pessoas na Rússia, enquanto ataques russos mataram sete pessoas na Ucrânia.