As manobras militares conjuntas entre a Coreia do Sul e os Estados Unidos serão encerradas na sexta-feira, antes do prazo originalmente previsto para 27 de agosto, informou nesta quarta-feira o Exército sul-coreano, após o presidente Donald Trump afirmar que pediu a redução dos exercícios.
“Decidimos ajustar o período dos exercícios para que ocorram de 17 a 21” de agosto, seis dias antes da previsão original, declarou o Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul em comunicado.
Trump anunciou no domingo uma redução “considerável” da participação americana nos exercícios militares anuais Escudo da Liberdade Ulchi com a Coreia do Sul, devido à sua “muito boa relação” com o líder norte-coreano, Kim Jong-Un.
Nesta terça, após o anúncio de Seul, um funcionário do Pentágono disse à AFP que “esses ajustes mantêm os objetivos essenciais de prontidão e treinamento. Não haverá qualquer redução nas metas de treinamento dos Estados Unidos”.
Em publicação de domingo na Truth Social, Trump criticou os exercícios com seu aliado, afirmando que eles não são apenas caros, mas também “enviam um sinal totalmente inadequado e hostil” à Coreia do Norte, país que, segundo ele, tem se mostrado respeitoso e “não ameaçador” desde seu retorno ao poder em 2025.
O presidente republicano também criticou diretamente a Coreia do Sul ao afirmar que o país se recusou a apoiar sua guerra contra o Irã.
As manobras estavam previstas para durar 11 dias e têm como objetivo preparar conjuntamente a defesa contra a Coreia do Norte, uma potência nuclear. Segundo as Forças Armadas sul-coreanas, porém, os exercícios foram reduzidos para cinco dias.
Antes do anúncio da redução, a imprensa estatal norte-coreana atacou nesta quarta-feira (horário local, noite de terça em Brasília) os exercícios, classificando-os como uma ameaça de invasão de seu território. A agência estatal de notícias KCNA afirmou que “os exercícios são a ameaça mais imediata e explícita” à Coreia do Norte e à “segurança regional”.
“Exerceremos nosso direito à autodefesa para neutralizar a ameaça militar das forças hostis por meio de uma ação mais transparente”, acrescentou o texto, sem mencionar Trump nem sua decisão de reduzir os exercícios conjuntos.



