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Narcopiloto brasileiro é preso e morre com ‘bactéria comedora de carne’

O brasileiro Márcio Uebel Hübner, apontado pelas autoridades como piloto ligado ao tráfico internacional de drogas, morreu em um hospital de Inírida, no departamento colombiano de Guainía, após sofrer uma grave infecção.

Segundo as informações do caso, Hübner foi deixado na unidade de saúde por pessoas que não foram identificadas. Ele acabou sendo localizado pelas autoridades durante o atendimento e recebeu voz de prisão, já que era procurado pela Justiça brasileira.

A morte ocorreu cinco dias depois da internação. O piloto teria sido infectado por uma bactéria associada à chamada “doença come-carne”, que pode provocar fasciíte necrosante e causar rápida destruição dos tecidos.

Hübner estava foragido desde 2022, quando teria realizado um pouso forçado em Jales, no interior de São Paulo. Na ocasião, a aeronave transportava 656 quilos de cocaína. Após o pouso, ele e outro homem deixaram o local antes da chegada das autoridades.

De acordo com as investigações, depois de fugir do Brasil, Hübner passou a atuar na região de selva da Colômbia e teria trabalhado para Iván “Mordisco”, apontado como um dos principais líderes dissidentes das Farc.

O brasileiro seria responsável por voos em uma área próxima à tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Venezuela, região marcada pela presença de pistas clandestinas utilizadas pelo crime organizado.

A prisão de Hübner havia sido determinada pela Justiça Federal brasileira em 2022 e posteriormente renovada. Mesmo localizado em território colombiano, ele acabou morrendo antes que pudesse ser submetido aos procedimentos decorrentes da ordem judicial.

Mordisco, cujo nome é Néstor Gregorio Vera Fernández, é considerado um dos homens mais procurados da Colômbia. O governo colombiano mantém uma recompensa milionária por informações que levem à sua captura.