O tráfico de drogas é a principal ameaça à segurança de Portugal, por mais que a ultradireita insista que é o aumento da imigração.
O ministro da Administração Interna e ex-diretor da Polícia Judiciária, Luís Neves, fez a afirmação no Parlamento durante debate sobre o Relatório Anual de Segurança Interna.
— O tráfico de estupefacientes é hoje a primeira ameaça à segurança interna em Portugal — declarou o ministro.
Neves ressaltou que Portugal tem sido utilizado pelos traficantes como porta de entrada de drogas com origem na América do Sul para distribuição na Europa.
— A novidade é o grande aumento de produção de cocaína que os narcotraficantes querem escoar porque o lucro na Europa é muito maior.
Como o Portugal Giro publicou, o país bateu recorde de cocaína apreendida (28 toneladas) e ligou alerta para expansão de facções.
A instalação de criminosos aumenta a probabilidade de multiplicação de crimes e desencadeia operações, como a que apreendeu galões com 6,7 mil litros de gasolina para lanchas do tráfico em Vila do Bispo no dia 17.
Segundo Neves, o impacto social do tráfico é crescente porque alimenta disputa violenta por território para consolidação de redes e pontos de venda e distribuição.
A insistência da ultradireita em conectar criminalidade com aumento da imigração é uma tentativa que já foi descartada por Neves enquanto diretor da Judiciária.
O agora ministro disse, no entanto, que forças de segurança recolhem dados sobre estrangeiros detidos para inclusão no próximo relatório anual.

