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Acre lança aplicativo com botão do pânico para mulheres com medida protetiva e escolas

Por Redação Juruá em Tempo.
Acre lança aplicativo com botão do pânico para mulheres com medida protetiva e escolas
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Mulheres com medida protetiva de urgência e escolas cadastradas no projeto Escola Segura passam a contar com um novo recurso para pedir ajuda à Polícia Militar do Acre (PMAC) em situações de emergência. O aplicativo Sinesp SOS, lançado nesta terça-feira, 6, possui um botão do pânico que envia o chamado diretamente à central responsável pelo despacho das equipes policiais.

O acesso à ferramenta é restrito a usuários previamente cadastrados pelo poder público. Quando o botão é acionado, o pedido de socorro chega à Central de Atendimento e Despacho com alta prioridade e utiliza informações de localização para auxiliar no envio de uma viatura ao local da ocorrência.

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Nesta primeira etapa, o aplicativo será destinado a dois grupos: mulheres que já possuem medida protetiva de urgência e unidades de ensino incluídas no projeto Escola Segura.

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Como funciona o botão do pânico

Diante de uma situação de risco, o usuário cadastrado pode fazer o acionamento pelo próprio aplicativo. O alerta é encaminhado à central da Polícia Militar e classificado como ocorrência de alta prioridade.

A localização fornecida pelo aplicativo auxilia a equipe responsável pelo atendimento a identificar onde está a pessoa que pediu ajuda e direcionar uma viatura.

Segundo a PMAC, existe a possibilidade de que a ferramenta seja ampliada posteriormente para outros grupos, entre eles comerciantes e motoristas de aplicativo, de acordo com as necessidades identificadas pela instituição.

Acre registrou quatro feminicídios até agosto

O lançamento ocorre em um ano em que quatro feminicídios foram registrados no Acre entre janeiro e agosto, conforme dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Os registros ficaram concentrados em dois meses. Foram três vítimas em julho e uma em agosto. Entre janeiro e junho, não houve registro de feminicídio nos dados apresentados.

Rio Branco concentrou dois dos quatro casos. Cruzeiro do Sul e Manoel Urbano tiveram um registro cada.

Entre as vítimas está Juliana Barbosa, de 44 anos, morta em Cruzeiro do Sul pelo ex-companheiro após decidir terminar o relacionamento. Ela havia conseguido uma medida protetiva depois de procurar o Judiciário diante de ameaças.

Aplicativo não substitui canais de emergência

Além do novo aplicativo destinado ao público cadastrado, os demais canais de atendimento continuam disponíveis. Em situações de emergência, com agressão em andamento ou risco imediato à integridade física, a Polícia Militar pode ser acionada pelo 190.

O Ligue 180 funciona gratuitamente durante 24 horas por dia para orientação, acolhimento e denúncias relacionadas à violência contra a mulher. O atendimento também pode ser procurado por pessoas que tenham conhecimento de uma situação de violência.

Canais de ajuda

  • Polícia Militar, em situações de emergência: 190;
  • Central de Atendimento à Mulher: 180;
  • WhatsApp do Ligue 180: (61) 9610-0180;
  • Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), em Rio Branco: (68) 3221-4799;
  • Centro de Atendimento à Vítima (CAV): (68) 99993-4701;
  • Secretaria de Estado da Mulher (Semulher): (68) 99605-0657;
  • Casa Rosa Mulher: (68) 3221-0826.