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Gladson Cameli usa aliados para inviabilizar candidatura de Coronel Ulysses

Por Redação Juruá em Tempo.
Gladson Cameli usa aliados para inviabilizar candidatura de Coronel Ulysses
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Provavelmente assustado com o crescimento da candidatura do Coronel Ulysses (na última pesquisa interna do PP/PMDB já havia alcançado dois dígitos), Gladson busca todos os meios para inviabilizar uma terceira via.

A manobra mais recente conta com o apoio do deputado federal Alan Rick (DEM): o mesmo que se elegeu pela FPA, migrou para a sigla de aluguel da Igreja Universal do Reino de Deus, que foi acolhido por Tião Bocalom (DEM).

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Desde que percebeu que Gladson não é de cumprir palavra, Tião Bocalom deixou o grupo majoritário da oposição e declarou apoio à candidatura de Coronel Ulysses.
Alan Rick, contudo, com apoio da executiva nacional do partido, presidido pelo senador Agripino Maia, já tem anunciado na imprensa da capital a dissolução dos diretórios municipais e que no papel de secretário executivo, lhe caberá a tarefa de ‘reordenar’ o partido.

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Na prática significa dizer que o mesmo autuará como uma espécie de ‘interventor’ fazendo valer a sua decisão de apoiar Gladson Cameli (PP) ao invés de sair por uma terceira via com a candidatura própria de Coronel Ulysses.
Assim, Alan Rick estará com a ‘faca e o queijo na mão’ para buscar a posição vice ao lado de Gladson: promessa já feita, desfeita e refeita pelo próprio. A pretensão do DEM de indicar o vice na chapa de Gladson tem o apoio do PMDB, mas pode esbarrar nas pretensões do PSDB.

Nos círculos mais internos do PMDB no Juruá, contudo, não se esconde que Vagner Sales, e seu grupo, perderam a confiança de que Gladson seja capaz de cumprir suas promessas: desgaste de quem, sem possuir um projeto político para alcançar a famosa ‘unidade’, só pode lançar mão da promessa de satisfazer ambições particulares. O ‘bolo’ contudo pode ao final, se tornar pequeno diante do assédio de tantos apetites.

O senador Agripino Maia (DEM) é réu no STF por denúncia da PGR Agripino teria recebido mais de R$ 654 mil em sua conta pessoal, entre 2012 e 2014, da construtora OAS. A pedido do senador, a empreiteira também teria doado R$ 250 mil ao DEM em troca de favores de Agripino. A acusação diz que ele teria ajudado a OAS a destravar repasses do BNDES para construir a Arena das Dunas, estádio-sede da Copa do Mundo em Natal.