Líderes religiosos e candidatos evangélicos naufragam nas urnas no Acre
O resultado das urnas no último domingo (4) foi um verdadeiro balde de água fria em líderes religiosos e candidatos ligados às igrejas no Acre. Aspirantes a uma cadeira na Assembleia Legislativa (Aleac), na Câmara Federal e no Senado descobriram que ter fiéis na bancada do templo não garante, necessariamente, votos nas urnas.
O pleito deste ano teve pastores, padre e políticos declarados evangélicos. Contudo, mesmo escorados em grandes estruturas eclesiásticas e no rebanho de fiéis espalhados pelas mais diversas denominações, a pregação política fracassou: eles simplesmente não conseguiram convencer o eleitorado de que eram os representantes ideais da classe no poder.
A derrota ganha contornos ainda mais amargos ao olhar para o peso de gigantes locais, como a Assembleia de Deus — com milhares de membros por todo o Estado — e a influente Igreja Batista do Bosque, que conta com mais de 5 mil fiéis e tem no comando o veterano pastor Agostinho Gonçalves, figura carimbada na política acreana.
Na disputa pela Aleac:
Zé Lopes (Republicanos): 8.103 votos (o mais votado do grupo, mas longe de consolidar a hegemonia esperada)
Pastor Pedro Abreu (MDB): 4.410 votos
Sargento Cadmiel Bomfim (PL) 3.170 votos
Padre Antônio Menezes (PT): 3.123 votos
Pastor Jamyl Afury (PSD): 2.336 votos
Pastor Wagner Felipe (PSD): 2.317 votos
Na corrida para a Câmara Federal:
Missionária Cacilda (PL): 6.597 votos
Antônia Lúcia (MDB): 6.127 votos
Vereador e Pastor Clemilton (PL): 2.478 votos
Pastor Val (Novo): 355 votos
Pastor Maanain (Solidariedade): 226 votos
No Senado:
O único representante a carregar a bandeira evangélica na disputa majoritária do Senado foi o Dr. Júnior Feitosa (DC), que colheu 19.283 votos, insuficientes para alcançar a vaga.