O Juruá Em Tempo
Acre

No Acre, Governo decreta estado de emergência por superlotação das unidades de saúde

Por Redação Juruá em Tempo.
No Acre, Governo decreta estado de emergência por superlotação das unidades de saúde
PUBLICIDADE

O decreto publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) na manhã desta terça-feira (19), propõe a situação de emergência no Estado do Acre, devido à superlotação das unidades estaduais de saúde, motivada pela qualidade do ar, como efeito das ondas de calor, seca e estiagem.

PUBLICIDADE

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a exposição à poluição do ar tem sido associada a uma variedade de impactos na saúde. De acordo com o decreto, a Secretaria de Estado de Saúde do Estado do Acre (SESACRE) estará responsável pela atuação específica dos órgãos e entidades competentes para o enfrentamento da situação.

PUBLICIDADE

Além disso, os demais órgãos e entidades da Administração Pública Direta e Indireta do Estado do Acre estarão atendendo demandas da Sesacre, sendo autorizados a adotar medidas administrativas urgentes necessárias para o restabelecimento da situação de normalidade.

Dessa maneira, a situação de emergência tem sido motivada pela quantidade de poluentes encontrados encontrados no ar da capital acreana, visto que o sistema Purple Air indicou o número cinco vezes acima do ideal, no início do mês de setembro. Diante dessas informações, o ar apresentou um pico de concentração de 83 microgramas por metro cúbico de material particulado, no último dia 9 de setembro, em Rio Branco.

Vale destacar que o sistema Purple Air monitora a qualidade do ar, sendo um projeto em parceria com o Ministério Público do Acre (MPAC), a Universidade Federal do Acre (Ufac) e órgãos de saúde e do meio ambiente do estado.

Assim, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) indicou 1470 focos de incêndio nos primeiros 15 dias de setembro no Estado do Acre, de acordo com o painel de queimadas. Em contrapartida, o órgão apontou uma redução em mais de 60% nos focos de queimadas, comparado ao mesmo período de 2022, quando o estado teve 4270 focos de incêndio.

A maioria dos focos de incêndio foram registrados no município de Feijó, chegando a 356 registros, representando 24,3% da porcentagem total. Tarauacá é o segundo lugar com 289 notificações, correspondendo a 19,7%, seguido do segundo maior município do Estado, Cruzeiro do Sul, totalizando 140 focos de incêndio. Assim, o quinto lugar é ocupado pela capital acreana, com 76 indícios de queimadas.