Rio Branco e Tarauacá ficam entre as 10 cidades com mais queimadas no país
O Acre contabilizou 1.355 focos de queimadas entre 1º de janeiro e o último sábado (26), o menor número para o período nos últimos sete anos. Os dados são do Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), e consideram os focos detectados pelo satélite de referência.
O total representa queda de 13% em relação ao mesmo intervalo de 2025, quando o estado registrou 1.550 focos. Na comparação com a média dos anos anteriores, de 6.028 focos, a redução chega a 78%.
A série histórica do Inpe mostra que o maior volume no período ocorreu em 2022, com 9.416 focos. Em 2020, foram 7.295. Em 2021, 7.043. Em 2023, o número caiu para 4.350 e voltou a subir em 2024, com 6.515 registros. O acumulado de 2026 é cerca de 86% menor que o de 2022.
Apesar do resultado anual, o estado aparece em segundo lugar no ranking nacional de focos em 48 horas. Entre sexta-feira (25) e sábado (26), o satélite detectou 101 focos no Acre, atrás apenas do Pará, com 392. O número equivale a cerca de 10% dos 1.006 focos registrados em todo o Brasil no período.
Dois municípios acreanos ficaram entre os dez com mais focos no país em 48 horas. Tarauacá ocupou a quarta posição, atrás de Altamira, Rurópolis e São Félix do Xingu, todos no Pará. Rio Branco em oitavo lugar.
A Amazônia concentrou 649 dos focos detectados no país nos dois dias, o que corresponde a mais da metade do total. O Cerrado ficou em seguida, com 201 registros.
No acumulado do ano, o Acre ocupa a 11ª posição entre os estados brasileiros e responde por cerca de 2% dos 66.876 focos registrados no país. O Pará lidera o ranking, com 11.216 focos, seguido por Mato Grosso, com 9.191, e Tocantins, com 7.423.
Entre os estados vizinhos, o Amazonas soma 5.938 focos em 2026, alta de 82% em relação ao mesmo período de 2025. Rondônia contabiliza 986 focos, queda de 28% na mesma comparação.