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Temer cancela verba para ponte em Rodrigues Alves para usar em publicidade de seu governo

Por Redação Juruá em Tempo.
Temer cancela verba para ponte em Rodrigues Alves para usar em publicidade de seu governo
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Com apenas 9% de aprovação, o governo Temer tenta fazer mais um movimento desesperado apelando à publicidade para tentar melhorar esse quadro. O problema é que, para mobilizar recursos para mais essa ofensiva publicitária, o governo optou por cortes orçamentários em outros setores.

Uma das obras atingidas pelo corte é a ponte sobre o rio Juruá que beneficiaria o município de Rodrigues Alves, cujo orçamento no valor de R$16 milhões já estava previsto.

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A portaria do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (Mpog), de 10 de abril de 2018, abriu crédito suplementar no valor de R$ 260,21 milhões em favor da Presidência da República e dos Ministérios da Agricultura, do Esporte, da Integração Nacional e do Turismo, sendo que 80,33% desse valor – R$ 209 milhões – estão sendo direcionados à comunicação institucional e publicidade do governo.

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Para a abertura de crédito para a publicidade, o governo de Michel Temer cancelou R$ 264,13 milhões de outras áreas. A Região Norte ficou desfalcada de R$ 45,81 milhões. Uma destas foi a ponte de Rodrigues Alves. Verbas para ramais do INCRA foi cortada, para que o governo faça campanhas publicitárias para elevar a aprovação do presidente.

Do total de cancelamentos feito pelo governo, mais da metade destinava-se à construção e manutenção de estradas, portos e aeroportos Brasil afora. Dos R$ 141,7 milhões suprimidos do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação civil, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) ficou sem R$ 77 milhões; do setor de transporte aquaviário foram cancelados R$ 34,4 milhões e o corte da aviação civil chegou a R$ 11 milhões que tinham sido aprovados para construção, reforma e reaparelhamento de aeroportos e aeródromos regionais.

Opinião: O Olhar político

Apesar de se declarar 'surpreso' com a medida e prometer envidar esforços juntamente com outros parlamentares da amazônia para reverter a decisão de Temer, é necessário apontar, em que medida o senador Gladson Cameli, bem como aqueles que tem servido como base de sustentação ao governo Temer são co-responsáveis, tanto pela pífia aprovação, quanto pela medida publicitária desesperada.

Isto, porque, se é verdade que Temer se elegeu a partir da mesma chapa que Dilma Roussef, é igualmente verdade que sem a mobilização ativa de parlamentares a qual Gladson se somou, ele jamais ocuparia o cargo em questão. E não se trata apenas do cumprimento formal de um dispositivo constitucional em que o vice assume. Trata-se da sustentação que vem sendo dada pelo grupo de parlamentares da qual Gladson faz parte, apoiando-o, inclusive em medidas impopulares como a reforma trabalhista e previdenciária, e mais ainda: garantindo sua permanência mesmo após as reiteradas denuncias de participação em crimes do colarinho branco.

O governo Temer é de fato um 'desastre', como atesta a reprovação recorde. Mas não está aí 'por acidente', e nem muito menos por escolha popular, como querem nos fazer crer o côro dos insensatos quando repetem o mantra 'quem voto em Dilma, votou em Temer'. Içado ao cargo por um golpe parlamentar, Temer ocupa o cargo 'por obra e fé' daqueles que por meio de seus mandatos parlamentares, lhes empresta justamente aquilo que ele não teve: os votos para o eleger.

Com Informações de: A Tribuna