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Porto Velho decreta emergência após avanço da estiagem no rio Madeira

Por Redação Juruá em Tempo.
Porto Velho decreta emergência após avanço da estiagem no rio Madeira
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O baixo nível do rio Madeira mudou a paisagem de Porto Velho. Com a redução do volume de água, grandes bancos de areia passaram a ocupar áreas antes cobertas pelo rio. A estiagem levou a Prefeitura a decretar situação de emergência diante dos impactos provocados pela seca.

Segundo a Defesa Civil Municipal, cerca de 22,9 mil pessoas são afetadas em 85 localidades, entre comunidades rurais, ribeirinhas e aldeias indígenas.

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O período de estiagem é comum na região Norte entre julho e novembro, durante o chamado "verão amazônico". Neste ano, porém, o nível do Madeira está abaixo do esperado para o período. Dados do SipamHidro, plataforma do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), apontam que o rio está mais de um metro abaixo da média.

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Na terça-feira (6), o Madeira chegou a 2,62 metros, enquanto a média esperada para esta época é de aproximadamente 3,9 metros. Desde 1º de outubro, quando o nível ainda estava na faixa dos 3 metros, a marca vem apresentando redução.

Registros feitos pela Defesa Civil mostram a dimensão da estiagem, com extensas áreas de areia surgindo no leito do rio.

De acordo com Marcelo Duarte, diretor executivo da Superintendência Municipal de Proteção e Defesa Civil, a situação deste ano foi agravada pela influência do fenômeno El Niño.

As comunidades ribeirinhas do Alto, Médio e Baixo Madeira estão entre as mais afetadas. Muitas não contam com abastecimento de água encanada e dependem de poços artesianos, que também sofrem com a estiagem.

A redução do nível do rio ainda dificulta o deslocamento dessas populações. Com bancos de areia maiores e trechos mais rasos, a navegação fica comprometida, principalmente nas comunidades localizadas em áreas mais distantes.

Diante do cenário, o prefeito de Porto Velho decretou situação de emergência e classificou a estiagem como um desastre de nível II. A medida tem validade de 180 dias.

O decreto permite ao município buscar apoio dos governos estadual e federal para ações emergenciais, incluindo o fornecimento de água potável por caminhões-pipa e embarcações. A medida também autoriza a dispensa de licitação para aquisições relacionadas à situação de emergência, conforme previsto na legislação.

Portal SGC