Advogado é indiciado por homicídio após acidente que matou três na BR-364
A investigação sobre o atropelamento que deixou três mortos e um ferido na BR-364, entre Tarauacá e Feijó, resultou no indiciamento do advogado João Victor Casas Lopes. O delegado José Ronério informou que o indiciamento foi emitido na terça-feira (6).
Apontado como motorista do veículo envolvido, ele foi indiciado por homicídio e lesão corporal na modalidade de dolo eventual, segundo informações divulgadas pelo g1.
A Polícia Civil considera que o advogado teria assumido o risco de provocar as mortes e os ferimentos. Também foi atribuído a ele concurso formal impróprio pelos crimes decorrentes da mesma ação.
O próximo passo é o encaminhamento da investigação ao Ministério Público do Acre (MP-AC). O órgão deverá avaliar as provas e decidir se apresenta denúncia à Justiça contra o advogado.
João Victor chegou a ser preso em flagrante, mas foi solto depois de pagar fiança de mais de R$ 16 mil. Na ocasião, a Polícia Civil confirmou que ele havia consumido bebida alcoólica.
Sobre o caso
A colisão ocorreu por volta das 4h20 no km 15 da rodovia BR-364, no trecho entre as cidades de Tarauacá e Feijó. De acordo com informações registradas pelas equipes policiais a partir de relatos de testemunhas, duas motocicletas que trafegavam no mesmo sentido foram atingidas pela traseira por um automóvel modelo Jeep Renegade branco que transitava em velocidade elevada.
Com a violência do impacto, Antônio Carlos Parente da Silva e Verony Sá Costa Viana Silva morreram ainda na pista de rolamento. Outra ocupante das motos, identificada como Nahyure Antonieta Gomes de Oliveira, sofreu ferimentos graves e foi socorrida para a emergência do Hospital de Tarauacá.
Uma quarta pessoa envolvida, Ocelio José Souza da Silva, já havia recebido atendimento e sido levada à unidade de saúde antes da chegada dos socorristas e da polícia.
Segundo o boletim da Polícia Militar, João Victor permaneceu nas imediações da cena do acidente e apresentava sintomas característicos de embriaguez alcoólica, tais como olhos avermelhados, desorientação espacial e alteração na fala.
Diante do quadro presenciado e dos relatos colhidos no local, os policiais deram voz de prisão em flagrante ao motorista.