IDAF alerta para casos de raiva em animais e reforça importância da vacinação no Acre
A médica veterinária do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (IDAF), Andressa de Castro, alertou para os riscos da raiva em animais e reforçou a importância da prevenção no Acre.
Segundo a veterinária, a doença representa um risco para a saúde animal e humana, por ser uma zoonose, ou seja, pode ser transmitida dos animais para as pessoas. Além disso, a raiva continua presente no estado, com registros recentes em municípios do interior.
Neste ano, foram confirmados casos em Tarauacá e Mâncio Lima. Já em 2025, houve confirmações em Cruzeiro do Sul e Mâncio Lima. Até o momento de 2026, não há registros da doença em Cruzeiro do Sul.
Andressa explicou que os animais infectados podem apresentar mudanças de comportamento, dificuldade para engolir, salivação excessiva e falta de coordenação motora. Em seguida, podem desenvolver paralisia e dificuldade respiratória.
A veterinária também destacou que a doença é fatal após o aparecimento dos sinais clínicos e não possui tratamento. Por isso, a vacinação é a principal forma de prevenção, embora não seja obrigatória para os animais de produção.
“É muito mais barato comprar uma dose de vacina para vacinar o seu rebanho inteiro do que perder um animal”, ressaltou.
A vacinação deve ser realizada anualmente. Nos animais que recebem a primeira dose, é necessário aplicar um reforço em até 30 dias. As vacinas são comercializadas em lojas agropecuárias, fiscalizadas pelo IDAF quanto ao armazenamento e à validade dos produtos.
Outro alerta é para que produtores não tentem manipular animais com suspeita de raiva. A transmissão ocorre pela saliva de animais infectados, e o contato direto pode colocar as pessoas em risco.
A veterinária também orientou que a população comunique ao IDAF a presença de morcegos mortos ou de abrigos desses animais nas propriedades rurais. O morcego hematófago, que se alimenta de sangue, é um dos principais transmissores da doença.
“Pedimos que os produtores não tentem manipular esses animais, nem atacar ou exterminar. Procurem o IDAF e façam a notificação”, orientou.
O instituto realiza a verificação das ocorrências e segue os protocolos de atendimento. Andressa reforçou ainda que animais com suspeita clínica de raiva não devem ter a carne ou o leite aproveitados para consumo.