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Programa eleitoral de Mailza usa agente de aeroporto envolvido em confusão com Alan Rick

Por Redação Juruá em Tempo.
Programa eleitoral de Mailza usa agente de aeroporto envolvido em confusão com Alan Rick
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O programa eleitoral da candidata ao governo do Acre Mailza Assis Cameli (Progressistas) trouxe nesta segunda-feira, 28, o depoimento de Francisley Souza, agente de aeroporto envolvido em uma discussão com Alan Rick no Aeroporto de Brasília. Segundo o trabalhador, o episódio e a posterior exposição das imagens tiveram impacto em sua vida profissional e pessoal.

No vídeo, ele afirma estar afastado do trabalho há mais de dois anos e apresenta um laudo médico que, segundo a propaganda, registra diagnóstico de depressão e ansiedade. “Eu fui oprimido, exposto, e humilhado. Por uma coisa que eu não tive culpa”, diz ao iniciar o relato. A propaganda também faz referência a uma reportagem do Fantástico sobre agressões contra trabalhadores de aeroportos e recupera as imagens da discussão com Alan Rick.

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Francisley, que hoje tem 40 anos, conta que trabalhava no embarque do voo entre Brasília e Rio Branco e que chamou o passageiro diversas vezes antes do encerramento do procedimento. “Alan Rick, senhor Alan Rick, passageiro com destino a Rio Branco. Alan Rick”, relata.

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Segundo Francisley, Alan Rick não teria comparecido ao portão porque estava na Sala VIP, próxima ao local de embarque, acompanhando um jogo do Flamengo. O procedimento foi encerrado e a aeronave deixou o aeroporto. “Quando eu subi do finger, da ponte de embarque, eu percebi que ele já estava lá”, conta.

O agente afirma que explicou ao passageiro que o voo já havia partido e que não era possível reabrir o embarque. Segundo ele, foi nesse momento que Alan Rick passou a se exaltar. “Foi uma situação bem humilhante. Eu acho que ele foi truculento. Ele não soube conversar. Ele não soube entender a situação. Não soube escutar”, ressaltou.

Francisley também afirma que o vídeo que se tornou público não registrou, segundo sua versão, o momento mais grave da discussão. “Inclusive essa parte do vídeo nem é a pior. A pior é quando ele tenta chegar mais próximo de mim, tentar agredir fisicamente”, afirmou.

A alegação de tentativa de agressão física faz parte do relato de Francisley e não aparece demonstrada nas imagens públicas utilizadas na propaganda. Segundo o trabalhador, a repercussão do episódio afetou sua trajetória profissional na Latam e contribuiu para que ele abandonasse o projeto de se tornar comissário de bordo. Ele afirma que segue afastado do trabalho e em tratamento para ansiedade.

“Eu me sinto impotente. Vivendo sob remédio, vivendo sob olhares de psicólogo, de psiquiatra. Pra dormir tem noites que eu não consigo dormir. À noite eu levantava louco atordoado”, ressaltou.

Francisley afirma que a experiência também mudou sua relação com a profissão que escolheu. “Esse emprego lá na Latam foi um divisor de águas pra mim. Por que quem não quer trabalhar no que gosta? O Alan Rick tirou a minha vontade de continuar trabalhando. O Alan Rick tirou meu amor pela aviação. O Alan Rick acabou com a minha vontade de entrar no aeroporto”, pontuou.

Em outro trecho, ele afirma que não teria agredido nem elevado a voz durante a discussão. “Eu não agredi ele, não levantei a voz. E ele sempre falando alto e tentando me intimidar”, relembrou.

Ao final do depoimento, Francisley resume o impacto que atribui ao episódio: “Acabou com meus sonhos. Acabou com meu amor pela aviação. Isso que Alan Rick fez”, finalizou.