Endrick desvaloriza pressão: “Difícil é trabalhar de segunda a domingo”
Aos 20 anos, Endrick já sabe o que é jogar ao mais alto nível do futebol e representar o Brasil em uma Copa. Em declarações recentes, o jovem do Real Madrid abriu o jogo sobre a verdadeira dimensão da pressão no futebol profissional e relembrou a primeira participação no Mundial.
Confrontado com a exigência constante que recai sobre os futebolistas, Endrick adotou uma postura de profunda gratidão, recusando qualquer tipo de vitimização.
"Nós (jogadores) temos uma pressão enorme, mas temos que ser agradecidos pelo que o futebol nos proporciona. Claro que temos momentos de pressão, mas o futebol nos proporciona coisas maravilhosas, que podem mudar a vida das nossas famílias", disse ele, ao "ge".
Para o atacante, rotular a profissão de jogador como "difícil" é desproporcional quando comparada com o esforço diário de quem ganha a vida fora dos gramados.
"Não é difícil ser jogador. Sim, algumas coisas que acontecem são difíceis, mas a gente não pode falar que é difícil ser jogador. Difícil é ser uma pessoa que acorda às 5 horas da manhã para ir trabalhar de segunda a domingo"
"Nós estamos fazendo aquilo que mais amamos e ganhando dinheiro que pode mudar a vida da nossa família. Só temos de agradecer a Deus por este momento", resumiu.
"Ferida" após eliminação na Copa
Aproveitando a primeira Data Fifa após a Copa 2026, Endrick revisitou também um dos momentos mais difíceis da curta carreira com a camisa da Seleção: a eliminação nas oitavas de final para a Noruega.
Depois de uma reviravolta contra o Japão na fase 16 avos, o desfecho diante dos noruegueses deixou marcas profundas no grupo e nos torcedores.

Carlo Ancelotti orientando Endrick para entrar no jogo contra a Noruega na Copa do Mundo 2026 • Divulgação/Fifa
"Foi bem triste. Não só para nós, jogadores, mas para todo o povo brasileiro. Foi um momento bastante difícil. Nós não queríamos ter saído naquela etapa", relembrou.
O jovem admitiu que o fracasso levou a uma reflexão individual profunda por parte de vários jogadores sobre o que poderia ter sido feito de diferente.
"É uma ferida que vai ficar e que vamos tentar cicatrizar o mais rápido possível para poder ajudar a Seleção. Nós não podemos olhar para o passado, temos de olhar para o futuro e o presente que é o agora. Temos de tentar fazer o melhor para a seleção", concluiu.