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Ação contra Virginia por encontro não realizado tem reviravolta na Justiça

Por Redação Juruá em Tempo.
Ação contra Virginia por encontro não realizado tem reviravolta na Justiça
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O processo judicial de uma mulher contra Virginia Fonseca e a WePink, empresa de cosméticos da influenciadora, teve uma reviravolta a favor da empresária. Isso porque a Justiça do Rio de Janeiro negou a indenização de R$ 30 mil pedida pela autora no processo inicial.

A ação foi protocolada em 10 de março, em Rio Bonito, no Rio de Janeiro, por Carla Ramalho. Segundo o processo, ao qual o Metrópoles teve acesso, ela venceu um sorteio, em 19 de janeiro de 2025, que previa um encontro com Virginia, com todas as despesas custeadas pela empresária.

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O compromisso, no entanto, não aconteceu. Carla relata que, de fevereiro a dezembro de 2025, fez contatos mensais com os responsáveis, mas nunca conseguiu marcar o dia do encontro.

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A autora chegou a aceitar uma proposta oferecida pela WePink, que abriu a possibilidade de pagar R$ 1,5 mil e dar 20 produtos da marca para a mulher. Do combinado, ela recebeu o dinheiro e 18 produtos, então decidiu entrar com uma ação na Justiça.

No processo, Carla pediu que a WePink entregasse os dois produtos que faltavam em sete dias, sob pena de multa diária de pelo menos R$ 100, além de indenização por danos morais de, no mínimo, R$ 30 mil. “Considerando as condições das partes, principalmente o potencial econômico-social da lesante, a gravidade da lesão, sua repercussão e as circunstâncias fáticas”, diz o documento.

O pedido não foi aceito pela Justiça sob a justificativa de que o episódio não passou de um “mero aborrecimento inerente ao cotidiano em razão do inadimplemento contratual, incapaz de violar qualquer direito da personalidade da parte autora”.

A advogada Fernanda Rúbia, especialista em direito empresarial, aponta que a Justiça “reconhece que houve descumprimento contratual e falha na prestação do serviço”, mas explica que a autora precisaria apresentar prova de que a “situação ultrapassou um simples transtorno ou frustração contratual”.

O que diz Virginia Fonseca sobre o caso

Na época em que a fã entrou com o processo, a defesa de Virginia afirmou que 18 perfumes foram enviados à cliente. Dois itens solicitados, porém, não teriam sido entregues por falta de estoque. “Dado o contexto e o acordo firmado entre as partes antes do ajuizamento da ação, que, inclusive, foi cumprido, visto que houve o pagamento de R$ 1.500 e o envio de 18 perfumes, entendemos que a ação é improcedente”, disse a defesa.

Com a nova decisão, a equipe da influenciadora foi novamente procurada pelo Metrópoles, mas ainda não se posicionou sobre o assunto. O espaço segue aberto.