Inspirado em Trump, Milei vai vender cidadania argentina por US$ 350 mil
Luis Caputo, ministro da Economia da Argentina, anunciou em Paris, nesta sexta-feira (2/10), que o país vai lançar um programa de cidadania por investimento antes do final deste ano, que oferecerá cidadania argentina mediante contribuição não reembolsável de US$ 350 mil — cerca de R$ 1,8 milhão — ou por compra de título do governo.
Conhecido como “passaporte dourado”, o programa permite ainda a inclusão do cônjuge após uma contribuição adicional de US$ 100 mil, e cada filho menor de 18 anos por US$ 25 mil.
Quem subscrever um título do governo no valor de US$ 800 mil também está dentro. Se for um casal o preço é US$ 900 mil, além de mais US$ 25 mil para cada filho menor de 18 anos e US$ 100 mil para cada filho adulto entre 18 a 24 anos.
Segundo comunicado, os recursos serão utilizados para fortalecer ainda mais a posição fiscal e financeira da República Argentina” e “os pedidos serão submetidos a um rigoroso processo de avaliação concebido para preservar a segurança nacional, a integridade do sistema financeiro e a reputação internacional dos cidadãos argentinos”.
Quem quiser fazer o investimento e adquirir o passaporte, além de poder residir na Argentina, ainda terá o bônus de poder circular entre os países que assinaram o Acordo de Residência do Mercosul, que engloba os argentinos e os países da Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai.
Inspiração no Gold Card de Trump
A nova estratégia para arrecadar dinheiro do presidente Javier Milei se assemelha muito ao “Gold Card”, lançado por seu aliado, Donald Trump, em fevereiro de 2025.
Na ocasião, o presidente dos Estados Unidos estava vendendo residência permanente nos Estados Unidos inicialmente por US$ 5 milhões. A “doação financeira não reembolsável” direta ao governo baixou para US$ 1 milhão por pessoa física, ou US$ 2 milhões por uma empresa, alguns meses depois e até hoje não deu certo, já que a iniciativa enfrenta forte contestação legal por falta de aprovação do Congresso.