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Datafolha: após primeiro turno, desaprovação ao governo Lula se mantém em 49%, e aprovação em 48%

Por Redação Juruá em Tempo.
Datafolha: após primeiro turno, desaprovação ao governo Lula se mantém em 49%, e aprovação em 48%
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A primeira pesquisa Datafolha realizada após o primeiro turno das eleições de 2026, divulgada nesta quinta-feira, mostra que a desaprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se manteve em 49%, acima numericamente dos 48% que aprovam, percentual que também continuou no mesmo patamar do levantamento anterior, de 1º de outubro. Outros 2% não souberam responder, uma variação de um ponto para baixo em relação aos 3% registrados na semana passada, dentro da margem de erro.

O Datafolha entrevistou 2.520 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 6 e 7 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa, encomendada pelo jornal Folha de S. Paulo e pela TV Globo, tem nível de confiança de 95% e foi registrada sob o número BR-02949/2026.

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Em abril, a desaprovação ao governo foi a 51% e abriu a maior vantagem em relação à aprovação deste ano, de seis pontos percentuais. Desde então, a parcela daqueles com avaliação positiva voltou a subir e, em julho, chegou a ultrapassar a desaprovação numericamente, marcando 49% contra 48%. Depois, porém, a gestão voltou a ser reprovada pela maioria.

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Em termos de avaliação do governo, 40% dos eleitores classificam o atual como ruim ou péssimo, um ponto percentual a menos que na pesquisa anterior. Para 35%, é considerado ótimo ou bom, mesmo patamar da semana passada. Outros 24% avaliam como regular, uma oscilação de um ponto para cima, e 1% não souberam responder.

O Datafolha mostra um cenário de estabilidade após o primeiro turno das eleições, em que o atual presidente ficou em segundo lugar com 45,16% dos votos válidos, atrás do senador Flávio Bolsonaro (PL), que alcançou 47,03%. Para o segundo turno, a pesquisa divulgada nesta quinta-feira projeta que o nome do PL tem 52% das intenções de voto hoje, enquanto o petista soma 48%. Os percentuais também consideram apenas os votos válidos, que excluem brancos, nulos e indecisos.

A desaprovação a Lula se mantém elevada mesmo após uma série de medidas para tentar melhorar a popularidade do governo. Há três semanas, o chefe do Executivo aumentou o valor do Bolsa Família em 15%, para R$ 691, que passa a valer a partir de outubro. Há duas semanas, o presidente também proibiu a atuação das plataformas de apostas online, as bets, no Brasil.

Segundo uma pesquisa Quaest divulgada na semana passada, o veto às bets tem o aval de 62% da população do país — soma dos 40% que sabiam da decisão e a apoiam com os 22% que não sabiam, mas a consideram uma boa ideia. No caso do reajuste do Bolsa Família, 59% aprovam, soma dos 45% que tinham conhecimento do aumento e 14% dos que foram informados pela própria entrevista.

Outra medida recente do presidente apoiada pela maioria do eleitorado foi o movimento para incorporar a oferta dos medicamentos para diabetes e obesidade conhecidos como canetas emagrecedoras no Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com a pesquisa Quaest, a proposta alcança 58% de avaliação positiva, com 38% previamente informados sobre a novidade e 20% que ainda não a conheciam.

Nessa reta final antes do primeiro turno, o governo Lula anunciou ainda o Desenrola 3.0, programa que mira acabar com até R$ 150 bilhões em dívidas das famílias brasileiras. A proposta é que a União compre com desconto mínimo de 90% as dívidas das instituições financeiras credora e repasse esse desconto para os devedores, que poderão quitar a dívida à vista ou parcelar o saldo remanescente.

Ainda assim, os movimentos feitos pela gestão petista parecem não ter produzido o efeito esperado na disputa presidencial. A reprovação ao governo também seguiu acima da aprovação, que não subiu além da margem de erro.