Mulher com câncer de mama terminal supera tumor cerebral e engravida após tratamento inédito
Uma mulher de Ohio, nos Estados Unidos, conseguiu superar um câncer de mama considerado terminal, após o tumor se espalhar para o cérebro, e posteriormente teve uma segunda filha. Maralee Lellio, hoje com 37 anos, foi diagnosticada aos 28 com câncer de mama triplo negativo e passou por uma mastectomia dupla e quimioterapia. Anos depois, uma metástase cerebral levou os médicos a dizerem que não havia cura para a doença.
Tumor cerebral e diagnóstico terminal
Lellio percebeu inicialmente um pequeno nódulo na mama direita. Apesar de ter sido informada de que a alteração era benigna, a massa quase dobrou de tamanho em quatro meses. Uma mamografia confirmou o câncer em estágio 2B.
Após o tratamento inicial, ela começou a apresentar fortes dores de cabeça e tonturas. Uma ressonância magnética revelou um grande tumor no cérebro. A metástase provocou convulsões graves e fez com que ela precisasse passar por uma craniotomia, cirurgia para retirada da massa. Temporariamente, Lellio perdeu a capacidade de andar.
— Não vou mentir para você, Maralee, tudo o que podemos fazer é prolongar sua vida ao máximo, mas não será por muito tempo — teria dito o médico, segundo relato à revista People.
Tratamento reduziu tumor e permitiu nova gravidez
Encaminhada à Cleveland Clinic, Lellio recebeu cinco sessões de radioterapia e começou a tomar um inibidor de PARP, medicamento oral utilizado no tratamento de alguns tipos de câncer, especialmente em pacientes com determinadas mutações no gene BRCA.
Segundo a médica Halle Moore, da Cleveland Clinic, a radioterapia eliminou o tumor cerebral e Lellio deixou de apresentar sinais de doença ativa. Depois, ela interrompeu o tratamento para tentar engravidar. Em 2023, conseguiu engravidar naturalmente e deu à luz uma menina saudável.
— Para todos que enfrentam um diagnóstico grave, independentemente de quão desfavoráveis as estatísticas pareçam, independentemente de quão improvável seja a sobrevivência, quero que saibam: é possível — disse Lellio à People.
Atualmente, seus filhos têm nove anos e 22 meses. De acordo com a Sociedade Americana do Câncer, cerca de 12% a 13% das mulheres nos Estados Unidos desenvolverão câncer de mama ao longo da vida. Entre aquelas com uma mutação prejudicial no gene BRCA, o risco pode chegar a 55% a 65%.