Livro conta história de ex-soldados da malária que morreram após contato com inseticida no Acre

“Vítimas do DDT: um caso real” é um livro que, em mais de 300 páginas, conta a história das vítimas do inseticida Diclorodifeniltricloroetano, mais conhecido como DDT, usado para conter o mosquito da malária na região amazônica nas décadas de 70 a 90 no Acre.

O DDT começou a ser usado no Brasil logo após o fim da Segunda Guerra Mundial. Naquela época, homens, sobretudo da região amazônica, conhecidos por ‘guardas mata-mosquitos’ ou apenas ‘soldados da malária’, foram recrutados para combater uma verdadeira guerra contra o mosquito vetor da malária e outras endemias.

Sem conhecimento e acreditando que o veneno era inofensivo ao ser humano, os agentes se embrenhavam na mata e tinham contato direto com o produto, usando apenas um chapéu de alumínio e uma farda. As consequências deste contato direto com o veneno ficou evidente anos depois.