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Alan Rick é o político com menor fidelidade partidária do Acre

Ainda repercute a sessão da Câmara dos Deputados, realizada na semana passada, que resultou no arquivamento do processo que autorizaria o Supremo Tribunal Federal (STF) a investigar o presidente Michel Temer (PMDB) por crime de corrupção passiva. Vários parlamentares que até então eram tidos como da base de sustentação de Temer, dpor receio do julgamento popular, acabaram se rebelando, entre eles o acreano Alan Rick, ex-PRB e agora DEM.

Seria muito louvável se o democrata acreano tivesse votado contra Temer pensando no povo, no desejo de ver o presidente investigado pelos crimes que vem sendo acusado pela Procuradoria Geral da República no comando do País. O mais provável, no entanto, é que o parlamentar acreano tenha conferido seu voto em virtude da repercussão negativa do flagra jornalístico feito pelo Portal UOL, que registrou o momento em que ele, supostamente, negociava seu voto com o Antonio Imbassahy (PSDB-BA), ministro da Secretaria de Governo, que, naquele dia, havia sido exonerado de seu cargo para retornar à Câmara, votar e arregimentar mais votos em favor do arquivamento do processo.

Esse fato tem peso maior ainda se observada a trajetória política de Alan Rick. Eleito deputado federal em 2014 pelo PRB, era tido como um nome forte da Frente Popular do Acre (FPA), coligação que governa o Acre desde 1999, para compor a chapa majoritária – na visão de alguns -, como o 2º concorrente ao senado nas eleições de 2018. Ocorre que em menos de quatro anos, ele se revelou um dos políticos menos confiáveis do Acre.

Sua primeira traição foi justamente à FPA quando votou a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff, já que no organograma político original, também fazia parte da base governista da então presidente em Brasília. Oportunisticamente, votou ‘Fora Dilma!”; “Tchau, Querida!”. Apesar disso, recebeu mais um voto de confiança das lideranças da FPA no estado, principalmente do governador Tião Viana (PT), que desejava tê-lo como aliado no projeto político futuro da coligação. Mas Alan não retribuiu a confiança e abandonou a Frente Popular, falando mal do governo, dos partidos e de suas lideranças. Nesse momento, ele traiu a todos que o acolheram. Traiu Tião Viana, que acreditava no seu futuro político na FPA e ao lado do governo. Desprezou o apoio dos frequentadores da Igreja Batista do Bosque e tambem da Igreja Universal do Reino de Deus; Desprezou o apoio da deputada Juliana e seus simpatizantes; e também refutou o apoio do prefeito Marcus Alexandre (PT), que o queria próximo apoiando sua administração municipal e ajudando a carrear recursos para a capital acreana.

Já fora da Frente Popular e sinalizando voos futuros mais altos, Alan Rick começou a alimentar um novo projeto pessoal. Desejava ser candidato a vice na chapa de Gladson Cameli (PP) ao governo do Acre pelo bloco oposicionistas, sentando logo na janela do projeto que recém embarcou. Quando o sonho de poder começou a lhe consumir, o Partido Republicano Trabalhista  estava no seu caminho. Porém achou pouco! Mirando mais alto, ele então descartou os Republicanos Trabalhistas e filiou-se ao DEM, dirigido no Acre pelo ex-prefeito de Acrelândia, Tião Bocalom. No entanto, seus planos podem naufragar diante da recente composição do PMDB com o PP que chancelou o nome de Márcio Bittar como candidado dos peemedebistas ao senado, o que, linhas gerais, acomodaria o nome de um possivel filiado do PSDB como vice de Gladson.

Alan Rick se filou ao DEM no dia 1º de agosto. No dia seguinte seria a votação do processo contra Michel Temer , conforme citado acima. Seu novo partido fechou questão pelo apoio ao moribundo presidente Temer. Proibiu todos os seus parlamentares de votarem contra ele. Alan Rick traiu o partido que o acolheu um dia depois. Agora, diante das notícias de que os rebelados serão “punidos”  o democrata acreano busca reabilitação frente ao governo federal, cerrando fileira com qualquer projeto que brote do Palácio da Alvorada, mesmo àqueles contra os trabalhadores, a exemplo da reforma da previdência.

Diante de tanta inconstância, fato é que seu futuro no DEM do Acre é incerto. Não se sabe qual será sua nova jogada. Comenta-se, porém, que tem interesse em presidir o partido na terra de Chico Mendes. Se assim for, o próximo a ser traído será Bocalom. Cumprido o roteiro, Alan Rick será sagrado um dos políticos mais volúveis que já pisaram nas Terras de Galvez. Com informações da Página 20.