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Cel. Ulyssses afirma em programa que Gladson Cameli não tem palavra

Por Redação Juruá em Tempo. 18/03/2018 às 12:21

A candidatura do Cel. Ulysses ganhou um fôlego a mais com a saída do MDB do bloco de Gladson Cameli. Se o que faltava ao PM era uma estrutura de um partido forte, não falta mais.

O resultado pode ser desastroso para Gladson, que de principal favorito, deve entrar na disputa eleitoral com o desgaste acumulado pelo processo de escolha do vice.

Turbinado com o apoio do MDB, Cel Ulysses ‘foi para cima’ de Gladson, acusando-o cabalmente durante o programa ‘Bar do Vaz’ de ‘não ter palavra’.

Ulysses apresentou fotografias de um jantar em que Gladson supostamente teria lhe convidado para compor a chapa como seu vice. No jantar estavam presentes os líderes do MDB: Flaviano Melo, Marcio Bittar e Vagner Sales. Segundo relato do próprio PM, sua esposa teria desconfiado das intenções de Gladson e teria dito na ocasião: “ no sr. eu não confio. O sr. veio aqui para retirar a candidatura do meu esposo. Tem a fama de não cumprir palavra”.

Na entrevista, Ulysses dá crédito a sua esposa que teria ‘intuído’ a manobra, bem como a Bocalom por ter lhe adiantado que as intenções de Gladson seriam simplesmente de causar embaraços à sua candidatura, e possivelmente inviabilizá-la com a tática de anúncios e contra-anúncios na imprensa.

O mesmo expediente foi usado pro Gladson com Alan Rick, com o próprio Rocha e Eduardo Veloso: anuncia-se uma candidatura e depois desmente-a publicamente, desmoralizando o político.

Segundo o Cel, a intenção de Gladson era apenas desarticular sua candidatura: “a gente colocar uma pessoa dessa que vai na casa de um pai de família diante da minha esposa, filhos, sogra prometer uma coisa e não cumpre, é porque nosso estado está em perigo”.

Treta 

O site oficial do programa também afirma que houve uma ‘quebra de confiança’ com a equipe do Cel Ulysses, que supostamente teria gravado o programa mesmo após tratativa de exclusividade do programa.

A motivação do Cel Ulysses é compreensível pelo temor de que uma edição maliciosa pudesse dar outro contexto ou conotação às suas falas. Roberto Vaz é investigado pelo crimes de extorsão. Segundo o delegado responsável pela Operação Zero Hora,  da Policia Civil, ele e sua equipe confeccionavam reportagens, vexatórias ou benéficas, fechando “acordos” com as vítimas com valores entre R$ 2 e 20 mil.

Após o incidente, o site informou que não dará mais espaço ao Cel. Ulysses .

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