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”Eu não sou obrigado a saber de tudo”, declara Gladson Cameli em debate da TV Gazeta

Após duras críticas por faltar o primeiro debate entre os candidatos ao governo do Estado, Gladson Cameli, do PP, não teve como fugir e compareceu a sabatina promovida na noite desta sexta-feira, 28, pela TV Gazeta.

A insegurança e despreparo de Gladson pode ser constatada em suas respostas evasivas e perguntas simplistas. Questionado por Marcus Alexandre sobre “qual a importância na gestão pública do Plano de Contingência?”, Gladson desconversa, pede para que a pergunta seja repetida e por fim assume não saber do que se trata o mecanismo.

“Eu não sou obrigado a saber de tudo. Eu não sou obrigado a fazer todos esses planos”, afirmou o candidato do PP, demonstrando total desinformação e capacidade de gerir um estado amazônico, como o Acre, que sofre com cheias e secas todos aos anos.

O Plano de Contingência é elaborado anualmente pelo Estado e prefeituras, o documento reúne as ações de prevenção e redução dos danos causados a sociedade em decorrência das cheias e secas. Em 2015, o Acre enfrentou a maior alagação da história. Em Rio Branco, 30% da cidade foi atingida pelas águas do Rio Acre. Já em Brasileia, município localizado a Região do Alto Acre, 90% da área urbana foi afetada pela enchente.

Apesar de prometer investimentos nas áreas de saúde e educação, o senador Gladson Cameli votou a favor da PEC da Maldade, Proposta de Emenda à Constituição que retira investimentos públicos em educação, saúde e funcionalismo público. Durante o debate, o candidato confirmou o voto.

“Eu vote, sim, a favor. Pois, trabalho com números e nós estamos enfrentando uma crise econômica”, afirmou Cameli que também foi favorável a Reforma Trabalhista de Michel Temer, que prevê a perda de direitos dos trabalhadores assegurados na Constituição Federal.

O senador acreano também ajudou a aprovar recentemente a Lei da Terceirização, promovendo mais um golpe nos direitos fundamentais dos trabalhadores brasileiros, tendo em vista que a PL promove a perda do benefício às férias, devido à alta flexibilidade dos prestadores de serviços, redução de salário, aumento da jornada e consequente aumento do número de acidentes de trabalho e doenças profissionais. 

Sempre que teve a oportunidade de se manifestar durante o debate, o candidato, que compõe a base de apoio do presidente Michel Temer, direcionou críticas superficiais à gestão atual e não apresentou as propostas que agrega para ser considerado apto a governar o Acre.
O próximo debate televisivo será realizado pela Rede Amazônica, na próxima terça-feira, 2. Marcus Alexandre já confirmou presença.