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Gladson Cameli adota oportunismo e tentar roubar Bolsonaro de Cel Ulysses

Depois de tentar por diferentes maneiras inviabilizar a candidatura de Cel. Ulysses, Gladson busca agora atingir o seu eleitorado declarando apoio a Bolsonaro. 

Após perceber que seu candidato à presidência Geraldo Alckmin (PSDB), não faz ‘nem marola’, Gladson Cameli (PP) tem buscado declarar apoio a Jair Bolsonaro (PSL). Apelidado como ‘picolé de chuchu’, o candidato tucano não consegue empolgar. 

O fato é que Gladson, querendo ou não, tem uma obrigação para com o seu partido, o PP que inclusive tem a vice Ana Amélia na mesma chapa.

Na realidade, Bolsonaro já tem um candidato ao governo no Acre, que é o Cel Ulysses. A ideia de Gladson é tentar drenar os 8% a 10% de intenções de voto que Ulysses teria, segundo as pesquisas. Gladson sabe que suas chances de ser eleito diminuem a medida em que se prolonga a campanha eleitoral. 

Sem conteúdo, o senador pode ‘derreter’ perante os holofotes, ao passo que seu principal oponente Marcus Alexandre tem tido a capacidade de apresentar propostas mais concretas e de convencer o eleitorado de que é capaz de cumprir suas promessas, algo que Gladson demonstra ter dificuldade.

Bittar já teria feito a mesma coisa, ao declarar apoio a Ulysses estando na chapa de Gladson. Na chapa da oposição ao governo faltam propostas e sobram indefinições. O que ambos tem demonstrado, até aqui, é apenas um oportunismo de surfar em qualquer onda, mesmo sem que aparentemente saibam o que fazer, caso um dia cheguem à praia.

E essa tem sido a característica de Gladson Cameli. Temendo mexer no vespeiro das composições eleitorais, Cameli acende uma vela para Deus e outro para o Diabo nesta campanha: faz campanha, sem pudor, para Alckmin, do PSDB, e agora tenta se achegar a Bolsonaro, PSL.

 Assim sendo, o candidato ao governo do Acre pelo PP engana todo mundo: Bolsonaro, Alckmin,  Coronel Ulysses, Major Rocha, o PP e seus eleitores e todos quantos achavam que ele era um político fiel.

 

Por Leandro Altheman – O Juruá em Tempo