O candidato ao Senado pelo MDB do Acre, Marcio Bittar, fez veicular vídeo em que reafirma seu caráter dúbio e oportunista: se declarou cristão e defendeu voto em Jair Bolsonaro, candidato a presidente da República pelo PSL.
Entre os eleitores, Marcio é conhecido por só aparecer no Acre a cada véspera de eleição e no meio político é um sujeito que redefine a cada campanha o conceito de oportunismo. Atualmente, Marcio vê sua barca de aliados afundar e agora busca navegar no navio bolsonarista, esquecendo a determinação partidária de apoio do candidato do presidente Michel Temer, que é o ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.
Os aliados que restaram desconfiam de Marcio Bittar e acham que a conversão ao cristianismo não é fruto do Espírito Santo mas do desespero que toma conta do candidato. Atrás de Jorge Viana e empatado com Ney Amorin nas pesquisas de intenção de voto para o Senado, voltar-se a Bolsonaro, traindo o MDB, e às igrejas cristã é apenas uma cartada vazia de um político que não tem propostas para o Estado. E muita gente percebeu a jogatina: “agora todos candidatos querem ser crentes”, disse Rocilene Dantas. “De qual Deus?”, questionou outro de seus seguidores, Clodemiler Souza, depois que Bittar assinou a tal carta de princípios cristãos.
O fenômeno da conversão de Marcio Bittar, que já foi comunista, é também visto com desconfiança por políticos que já foram seus aliados, como o ex-deputado Luiz Calixto, que chama Marcio Bittar de “candidato Copa do Mundo”: “O candidato copa do mundo nunca apresentou um projeto sobre nada importante. Agora, desesperado por votos, o elemento promete mudar todo código penal, embora tudo comece pela Câmara Federal, onde já esteve por 2 mandatos e nunca fez nada”, alertou Calixto. E completou: “Se o sujeito trai o candidato a presidente do seu próprio partido imagine a fidelidade que ele terá a seus eleitores”.
Marcio Bittar vive há anos no Mato Grosso do Sul e só aparece no Acre em tempo de eleição. Ele já foi marxista e hoje defende Bolsonaro, que propõe, entre tantos males, rever reservas indígenas e ambientais. Além disso, o nome Bittar está encrustrado no maior escândalo de corrupção da história do Acre, a sinistra Conta Flávio Nogueira. Mauro Bittar, irmão de Marcio, se diz inocente e, como um fantasma do Apocalipse, vem sendo visto novamente nas ruas de Rio Branco. Faz parte do costume da família só aparecer no Acre para pedir voto.



