Manifestantes protestam contra a Reforma da Previdência, em Cruzeiro do Sul

Professores e trabalhadores de Cruzeiro do Sul também paralisaram as atividades nesta sexta-feira, 14, contra a reforma da Previdência e os cortes dos recursos da educação pública.

O protesto acompanha um movimento de greve geral organizado pelas centrais sindicais de todo o país.

Segundo o presidente do Sinteac de Cruzeiro do Sul, todas as escolas municipais e cerca de 70% das escolas estaduais aderiram a greve geral.

“Hoje, o Brasil inteiro está parando contra a reforma da Previdência, mas também contra os cortes que estão acontecendo na educação pública. É um dia histórico para a classe trabalhadora”.

O manifesto ocorre um dia após a apresentação do relatório da reforma, apresentado na quinta-feira, 13, na comissão especial da Câmara dos Deputados. A reforma começará a ser debatida na próxima terça-feira, 18, mas ainda não há data definida para votação.

O presidente critica a proposta apresentada, sobretudo com relação a aposentadoria dos professores, que determina 57 anos para mulheres e 60 para homens.

“Muitas coisas já saíram da reforma e a nossa luta é que consigamos manter os fins de aposentadorias também para os professores, que hoje é de 25 anos de serviço. As mulheres professoras estão sendo duramente atacadas nessa reforma”.

Estudantes da Ufac, Ifac e escolas públicas também foram às ruas protestar. É o que conta o presidente do DCE da Ufac, Ulisses Bandeira.

“Estamos defendendo uma reforma da previdência mais igualitária. Não uma reforma da previdência como esta, que tira os direito dos trabalhadores. Essa pauta vai afetar todo o povo pobre brasileiro, especialmente a classe trabalhadora”.