Manifestantes saem às ruas em Cruzeiro do Sul contra os cortes da Educação e a Reforma da Previdência

Foto: Leandro Altheman

No segundo maior município do Acre, Cruzeiro do Sul, estudantes, professores e demais manifestantes saíram às ruas nesta quinta-feira, 30, para protestar novamente contra os cortes na Educação e a Reforma da Previdência, proposta pelo presidente Jair Bolsonaro.

O ato se iniciou em frente ao Colégio São José e, em marcha, com cartazes na mão e palavras de ordem, os manifestaram seguiram para o Centro da cidade. A manifestação ocorre simultaneamente em todo o Brasil, Em Rio Branco, a atividade está sendo realizada na Praça da Revolução.

“Nós estamos ocupando as ruas porque o governo fez cortes que impedem o funcionamento das instituições federais em Cruzeiro do Sul. Diferentemente da mentira que eles contam, ‘que professor coage aluno’, os alunos sabem dos problemas que estão prestes a enfrentar e, por isso, se mobilizaram”, endossou o sociólogo Israel Souza.

Segundo a estudante do Ifac, Williane Pinherio, a luta é por direitos. “Estamos buscando por aquilo que temos direito. Estamos indo à rua mostrar ao governo que não somos ‘bagunça’, como eles dizem”, frisou. A maioria dos participantes eram das instituições federais, com Ufac e Ifac.

Ulisses Bandeira, presidente do Diretório Central de Estudantes (DCE), salientou que “a segunda manifestação não tem cunho partidário. Estamos lutando pelo direito de termos acesso à universidade, para que o presidente revogue os cortes da educação e a Ufac não seja obrigada a parar suas atividades no final de julho”.

Na Ufac, a medida adotada pelo governo federal resulta na perda de R$ 15 milhões em investimentos, enquanto no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Acre (Ifac), o corte representa a redução de R$ 5,8 milhões, afetando diretamente alunos, professores, pesquisadores e o ensino público no Estado.

No protesto nacional do dia 15 de maio, o presidente Jair Bolsonaro chamou os manifestantes de “imbecis úteis”. A afirmação gerou revolta nas redes sociais.

Mário Figueira – Redação O Juruá em Tempo