Menino com doença cardíaca tem cirurgia rejeitada: ‘não aguentaria’, lamenta mãe

Após quase três meses internado no Hospital do Juruá à espera de uma cirurgia, o pequeno Ruan Lima de Sousa, de 9 anos, ficou sabendo que não vai mais poder fazer o procedimento. Segundo a mãe da criança, Izamar Lima, de 44 anos, os médicos informaram que ele não aguentaria fazer a cirurgia.

O menino, que é diagnosticado com cardiopatia congênita, aguardava uma vaga no Tratamento Fora de Domicílio (TFD) para fazer o procedimento em outro hospital do país, já que não é feito no estado. A criança chegou a ganhar uma festa surpresa de aniversário no hospital no último dia 28 de outubro.

A mãe lembra que um hospital de Goiânia tinha aceitado receber a criança mas, depois de analisar novamente os exames, acabou voltando atrás e dizendo que não poderia fazer a cirurgia.

“Dizem que não tem como fazer mais a cirurgia. Eles avaliaram todos os exames e laudos dele e disseram que não é mais possível. Por conta do risco, eles acham que ele não resiste à cirurgia. Já chorei tanto, não sei o que vai acontecer. Mas, ainda tenho fé que Deus vai fazer um milagre na vida dele. Não perdi minhas esperanças não”, disse a mãe.

O coordenador de Saúde no Vale do Juruá, Roberto Holanda, lamentou a situação e confirmou que o hospital de Goiânia rejeitou a cirurgia da criança.

“É muito triste a situação. Não posso fazer nada, porque os hospitais dizem que o caso dele é muito complexo e que [a cirurgia] teria que ser até dois anos de idade. O hospital de Goiânia tinha sinalizado positivamente e, de repente, reavaliou o caso e disse que não teria o que fazer lá. Referenciou para o hospital de Pernambuco, que já tinha rejeitado o caso dele”, afirmou Holanda.
Izamar afirmou que o médico que atende a criança no hospital do interior do Acre deve fazer um documento autorizando que o menino vá para casa. Mas, com a condição de que não falte o cilindro de oxigênio.

“Eu quero ir para casa, faz muito tempo que estamos aqui no hospital, ele também sente falta dos irmãos dele, dos amigos. Ele se sente bem em casa, fica mais à vontade. Tô tão desesperada com essa situação, agora estamos vendo como vai ficar para a gente poder ir para casa e não faltar o oxigênio que ele precisa”, falou.

Sobre a liberação da criança para casa, Holanda diz que está providenciando. “Estou viabilizando tudo que eu posso para ele ter um conforto em casa, oxigênio que ele precisa para ter em casa. Isso tudo eu vou fazer”, concluiu.

  • Com informações do Portal G1.