Natex despacha 1,1 milhão de preservativos para a Sesacre

A fábrica Natex despachou nesta semana mais uma carga de preservativos com destino à Divisão de DST/Aids da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre). Desta vez, a expedição de camisinhas têm como destino as unidades de saúde dos municípios do interior do Acre. Em outubro, a indústria fez o envio de 500 mil preservativos destinados às unidades da capital acreana, Rio Branco.

Essa é a segunda remessa de preservativos depois que a fábrica retomou o processo de embalagem, após a paralisação da produção ocorrida em abril deste ano. Os preservativos que estão sendo encaminhados ao Ministério da Saúde fazem parte de um contrato que prevê a entrega de 32 milhões de unidades até meados do ano que vem.

Na atual configuração do funcionamento da Natex, a nova gestora da indústria, que agora faz parte do patrimônio da Agência de Negócios do Acre (Anac), tem um contrato para a produção e embalagem com a Fundação de Tecnologia do Acre (Funtac), que por sua vez é contratada do Ministério da Saúde para a distribuição dos preservativos, conforme explicação da assessora jurídica da autarquia, Marcela Nogueira Lima.

“A Funtac responde apenas pelos contratos com a fábrica e com o Ministério da Saúde referentes à produção e o fornecimento. Em um ela é contratante e no outro contratada. A respeito da parceria público-privada, a responsabilidade é da Anac, a quem a fábrica agora pertence”, complementou a assessora.

Inaugurada em 2008 pelo governo do estado em parceria com o governo federal, a fábrica de preservativos masculinos de Xapuri foi anunciada como redenção do extrativismo e saída sustentável para a combalida economia do município, que viveu um momento de sonho quando aportou na cidade o empreendimento de US$ 10,6 milhões, financiado pelo BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.

Durante 10 anos sob gestões estaduais passadas, a Natex chegou a gerar cerca de 170 empregos diretos no município, absorvendo látex nativo de 200 seringueiros, em média, apesar de o número de famílias extrativistas cadastradas chegar a 700. Em 2018, a fábrica foi à bancarrota em razão do alto custo do preservativo produzido em Xapuri. O valor de R$ 0,14 pela unidade da camisinha acreana pago pelo Ministério da Saúde inviabilizou a produção depois que o governo do estado não conseguiu mais arcar com o custo excedente.

A saída encontrada pelo Estado para não ver o projeto morrer, foi repassar o empreendimento à iniciativa particular, no ano passado, por meio de uma parceria público-privada (PPP). A nova gestora da Natex é a empresa CLPO, ligada ao grupo Lima Pontes S/A, que para administrar a fábrica criou uma firma chamada Indústria de Produtos de Látex da Amazônia S/A, cujo atual presidente eleito é o administrador Emerson Feitoza da Silva.

De acordo com o novo gerente administrativo, a primeira grande dificuldade da empresa ao assumir a fábrica foi encontrar o maquinário em péssimas condições em razão do tempo de paralisação. Emerson Feitoza diz que foi necessário investir R$ 2 milhões para pôr os equipamentos em condição de funcionamento. Atualmente, das três máquinas de que a fábrica dispõe, apenas duas estão funcionando. Para consertar a que está inoperante será necessário gastar cerca de R$ 500 mil, segundo ele.

O segundo desafio, segundo o presidente da Produtos de Látex da Amazônia, foi colocar a indústria em um sistema voltado para a obtenção de lucro financeiro. Para isso, o empreendimento precisou passar por uma verdadeira reforma nos seus processos de gerenciamento. O resultado foi uma impressionante redução nos custos de funcionamento da indústria com relação ao que era praticado na gestão estatal.

Só para se ter um exemplo da diferença, há alguns anos a Natex tinha uma despesa mensal de R$ 6 mil com serviços de internet e telefonia, despesa que hoje caiu para R$ 400 por meio da contratação de uma empresa local. Essa mudança também ocorreu com os processos de compra de insumos para o funcionamento da fábrica e de contratação de serviços de manutenção, alimentação e outros mais.

Para tornar a alavancar o empreendimento e manter vivo o sonho de 11 anos atrás, a indústria negocia de maneira franca com os seringueiros locais para a compra, com a garantia de pagamento à vista, de 15 toneladas de látex até o ano que vem para manter o compromisso com os contratos em vigência com a Funtac e o Ministério da Saúde. Cerca de 50 produtores já estão comprometidos com o fornecimento de matéria-prima à fábrica.

Outra vertente da nova gestão da Natex é o lançamento da linha comercial da empresa. Além do compromisso com o preservativo que chega gratuitamente à população por meio dos postos de saúde, a Produtos de Látex da Amazônia quer colocar no mercado a sua linha comercial que ainda está em vias de aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária. O plano de negócios já está pronto e várias empresas da região já sinalizaram com o desejo de introduzir a marca no mercado.

A fábrica Natex despachou nesta semana mais uma carga de preservativos com destino à Divisão de DST/Aids da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre). Desta vez, a expedição de camisinhas têm como destino as unidades de saúde dos municípios do interior do Acre. Em outubro, a indústria fez o envio de 500 mil preservativos destinados às unidades da capital acreana, Rio Branco.

Essa é a segunda remessa de preservativos depois que a fábrica retomou o processo de embalagem, após a paralisação da produção ocorrida em abril deste ano. Os preservativos que estão sendo encaminhados ao Ministério da Saúde fazem parte de um contrato que prevê a entrega de 32 milhões de unidades até meados do ano que vem.

Na atual configuração do funcionamento da Natex, a nova gestora da indústria, que agora faz parte do patrimônio da Agência de Negócios do Acre (Anac), tem um contrato para a produção e embalagem com a Fundação de Tecnologia do Acre (Funtac), que por sua vez é contratada do Ministério da Saúde para a distribuição dos preservativos, conforme explicação da assessora jurídica da autarquia, Marcela Nogueira Lima.

“A Funtac responde apenas pelos contratos com a fábrica e com o Ministério da Saúde referentes à produção e o fornecimento. Em um ela é contratante e no outro contratada. A respeito da parceria público-privada, a responsabilidade é da Anac, a quem a fábrica agora pertence”, complementou a assessora.

Inaugurada em 2008 pelo governo do estado em parceria com o governo federal, a fábrica de preservativos masculinos de Xapuri foi anunciada como redenção do extrativismo e saída sustentável para a combalida economia do município, que viveu um momento de sonho quando aportou na cidade o empreendimento de US$ 10,6 milhões, financiado pelo BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.

Durante 10 anos sob gestões estaduais passadas, a Natex chegou a gerar cerca de 170 empregos diretos no município, absorvendo látex nativo de 200 seringueiros, em média, apesar de o número de famílias extrativistas cadastradas chegar a 700. Em 2018, a fábrica foi à bancarrota em razão do alto custo do preservativo produzido em Xapuri. O valor de R$ 0,14 pela unidade da camisinha acreana pago pelo Ministério da Saúde inviabilizou a produção depois que o governo do estado não conseguiu mais arcar com o custo excedente.

A saída encontrada pelo Estado para não ver o projeto morrer, foi repassar o empreendimento à iniciativa particular, no ano passado, por meio de uma parceria público-privada (PPP). A nova gestora da Natex é a empresa CLPO, ligada ao grupo Lima Pontes S/A, que para administrar a fábrica criou uma firma chamada Indústria de Produtos de Látex da Amazônia S/A, cujo atual presidente eleito é o administrador Emerson Feitoza da Silva.

De acordo com o novo gerente administrativo, a primeira grande dificuldade da empresa ao assumir a fábrica foi encontrar o maquinário em péssimas condições em razão do tempo de paralisação. Emerson Feitoza diz que foi necessário investir R$ 2 milhões para pôr os equipamentos em condição de funcionamento. Atualmente, das três máquinas de que a fábrica dispõe, apenas duas estão funcionando. Para consertar a que está inoperante será necessário gastar cerca de R$ 500 mil, segundo ele.

O segundo desafio, segundo o presidente da Produtos de Látex da Amazônia, foi colocar a indústria em um sistema voltado para a obtenção de lucro financeiro. Para isso, o empreendimento precisou passar por uma verdadeira reforma nos seus processos de gerenciamento. O resultado foi uma impressionante redução nos custos de funcionamento da indústria com relação ao que era praticado na gestão estatal.

Só para se ter um exemplo da diferença, há alguns anos a Natex tinha uma despesa mensal de R$ 6 mil com serviços de internet e telefonia, despesa que hoje caiu para R$ 400 por meio da contratação de uma empresa local. Essa mudança também ocorreu com os processos de compra de insumos para o funcionamento da fábrica e de contratação de serviços de manutenção, alimentação e outros mais.

Para tornar a alavancar o empreendimento e manter vivo o sonho de 11 anos atrás, a indústria negocia de maneira franca com os seringueiros locais para a compra, com a garantia de pagamento à vista, de 15 toneladas de látex até o ano que vem para manter o compromisso com os contratos em vigência com a Funtac e o Ministério da Saúde. Cerca de 50 produtores já estão comprometidos com o fornecimento de matéria-prima à fábrica.

Outra vertente da nova gestão da Natex é o lançamento da linha comercial da empresa. Além do compromisso com o preservativo que chega gratuitamente à população por meio dos postos de saúde, a Produtos de Látex da Amazônia quer colocar no mercado a sua linha comercial que ainda está em vias de aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária. O plano de negócios já está pronto e várias empresas da região já sinalizaram com o desejo de introduzir a marca no mercado.

Emerson Feitoza da Silva diz que, apesar do cenário um tanto desanimador encontrado no momento inicial da parceria com o governo, o futuro da fábrica é promissor. Para ele, o empreendimento é muito importante para o município de Xapuri porque garante benefícios reais para a economia, como os salários, a arrecadação de tributos, a geração dos empregos indiretos e a contratação de serviços com os prestadores locais. Ele afirma também que a disposição positiva do novo governo com o projeto foi fundamental para a retomada do empreendimento.

“Não faria sentido algum estarmos aqui sem dar a contribuição necessária e possível para nós com a economia do município. E isso só está sendo possível por conta da boa disposição que o atual governo está tendo com a continuidade do projeto. Todos os esforços foram feitos por parte da Funtac (Fundação de Tecnologia do Acre) para que pudéssemos retomar a produção e recomeçar o fornecimento dos preservativos ao Ministério da Saúde”, destacou o gerente administrativo.

Atualmente, a fábrica de preservativos de Xapuri está funcionando com cerca de 90 funcionários, mas a expectativa é de que esse número possa chegar à casa dos 120 com a ativação de todos os setores da indústria, o que deve ocorrer neste mês de novembro.

  • Por Raimari Cardoso, do AC24horas.