Neném Almeida: “Estou sendo vítima de uma armação partidária”

O deputado estadual Neném Almeida (SD) recebeu com tranquilidade um telefonema da direção estadual do Solidariedade convidando-o para deixar o partido. O parlamentar que está em Brasília justamente para conversar com o Diretório Nacional do Solidariedade garante que não descumpriu nenhum dos preceitos partidários para ser “convidado a sair”. Na realidade o presidente acreano da legenda Israel Milani dará ao deputado uma carta de liberação o que permitirá a Neném trocar de partido sem perder o mandato.

“Eu não fiz nada de errado para me tirarem do partido. Mas a deputada federal Vanda Milani (SD) e o presidente Israel se voltaram contra mim. O principal motivo é pelo fato de eu ter votado no Nicolau Júnior (PP) para a presidência da ALEAC. Mas em nenhum momento o nosso partido tinha fechado questão sobre isso. Então eu tive liberdade de escolha. Talvez também o fato do meu mandato estar crescendo em bases sólidas em todo o Estado esteja incomodando a direção,” afirmou Neném.

Mas para deixar o Solidariedade o deputado Neném, que está tendo orientação jurídica, quer também uma carta de liberação do seu suplente. Tendo esses requisitos cumpridos não pretende iniciar uma “guerra” contra os membros do Diretório Acreano.   

Agora, Neném rechaça veementemente a acusação de que tenha “pedido a cabeça” do diretor presidente do IMAC André Hassem.

“Houve uma reunião na semana passada da nossa base parlamentar com o governador Gladson Cameli (PP) e quem levantou a questão primeiramente do André foi o deputado estadual Cadmiel (PSDB). Outros parlamentares também fizeram críticas e o governador concordou com as alegações. Não tenho nada a ver com isso,” defendeu o deputado.

Também diz não vestir a carapuça de ser “faminto por cargos”.

“Posso afirmar que nunca fui ao governador pedir um cargo. Quem trabalha dessa forma são meus detratores. Eles me chamaram e pediram para eu indicar alguns cargos. Mas as minhas indicações são infinitamente inferiores as que o núcleo diretivo do partido têm. As coisas já estavam complicadas. Faziam reuniões e não me chamavam e eu estava me sentindo excluído. Como deputado eleito eu tinha direito de estar na Executiva Estadual. Mas eles não queriam uma cabeça pensante para opinar porque hoje a executiva estadual do partido é um núcleo familiar,” ressaltou Neném.

Vida que segue

Depois de receber as cartas de liberação Neném Almeida irá continuar a se empenhar no mandato. Recebeu pelo menos oito convites de outros partidos para se filiar. Mas quer um tempo para pensar e avaliar a situação.

“O governador Gladson (PP) me chamou para o partido dele, assim como o senador Petecão (PSD) me disse que gostaria que eu fosse para o PSD. O deputado Roberto Duarte (MDB) também conversou comigo. Eu tinha um projeto no Solidariedade que sucumbiu pela fome e a ganância de alguns. Mas o meu recado darei na tribuna da ALEAC e fazendo um mandato cada dia melhor para aqueles que confiaram em mim,” finalizou Neném.