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Faccionados do Acre que fugiram do presídio de Mossoró são condenados pela Justiça Federal

Os acreanos Deibson Cabral do Nascimento e Rogério da Silva Mendonça, responsáveis pela fuga do Presídio Federal de Mossoró, a primeira registrada na história do sistema penitenciário federal brasileiro, em fevereiro de 2024, foram condenados, juntamente com outros quatro criminosos, por crimes praticados durante a fuga.

A Justiça Federal condenou Deibson Cabral a cinco anos de reclusão por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. Rogério da Silva Mendonça recebeu pena de sete anos de prisão por porte ilegal de arma e falsificação de documento público. Os dois já haviam sido condenados anteriormente a oito anos de prisão pelos danos morais e materiais causados durante a fuga.

De acordo com as informações, Rogério, Deibson e outros 12 presos que participaram de uma rebelião no Presídio de Segurança Máxima Antônio Amaro Alves, em Rio Branco, que terminou com a morte de cinco detentos de uma facção rival, foram transferidos, em setembro de 2023, para o Presídio Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte.

Quase cinco meses depois, em 14 de fevereiro de 2024, os dois entraram para a história do Sistema Penitenciário Federal brasileiro como os primeiros presos a conseguir fugir de uma unidade do sistema. Durante a madrugada, aproveitando-se de uma falha estrutural no teto da penitenciária de segurança máxima, eles conseguiram escapar.

A fuga de Deibson Cabral e Rogério da Silva Mendonça mobilizou forças policiais de grande parte do país, que se empenharam nas buscas pelos dois criminosos. Somente 50 dias depois, após percorrerem mais de 1.600 quilômetros pelo território brasileiro, eles foram capturados em Marabá, no estado do Pará, no dia 4 de abril. Segundo as investigações, eles pretendiam embarcar em um barco com destino à Colômbia ou à Venezuela.

Deibson e Rogério permanecem presos na Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná.