“O nosso partido não tem porteira fechada”, declara presidente do PCdoB sobre saída de Jenilson Leite

A saída do deputado estadual Jenilson Leite do PCdoB tem dado o que falar. Com 41 anos, o médico foi o quinto parlamentar mais votado do estado nas eleições de 2018. À frente de seu segundo mandato na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), Jenilson agora integra o Partido Socialista Brasileiro (PSB), liderado pela prefeita de Rio Branco, Socorro Neri.

Apesar do desfalque, o presidente Estadual do PCdoB, Eduardo Farias, deseja sorte. “O nosso partido não tem porteira fechada. As pessoas que ficam no partido sabem que somos ideológicos, socialismo democrático e que nossas decisões são coletivas. Várias das lideranças políticas acreanas foram formadas no nosso partido. Nós desejamos boa sorte ao deputado Jenilson”, disse.

Com pouco mais de oito mil votos, Jenilson Leite foi o quinto deputado estadual mais votado do Acre. Integrou no PCdoB ainda adolescente, na UJS. Fez medicina em Cuba por meio de um convênio do partido com o governo cubano, que beneficiava entidades de esquerda.

Nos bastidores da Aleac, a informação que circula é que diante da crise política que o Brasil enfrenta, Jenilson “amarelou”, como diz o bom acreano, e resolveu sair da sigla que carrega o nome comunismo, buscando abrigo em um partido mais de centro.

Não é segredo também que o deputado prodígio sonha com uma vaga no senado e, talvez, não visse espaço para isso no PCdoB. Quem celebrou a chegada de Jenilson no PSB foi Socorro Neri, que fez questão de reafirmar que é candidata à reeleição para a Prefeitura de Rio Branco.