Perpétua Almeida acusa a Anac de enganar os brasileiros nos aeroportos do país

A deputada federal Perpétua Almeida (PC do B-AC) denunciou em Brasília, esta semana,  que a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) está humilhando os brasileiros nos aeroportos nacional ao deixar de fiscalizar as atividades das empresas de aviação e permitir que elas façam o que bem entendem com os passageiros. A denúncia da deputada foi feita durante reunião da bancada federal do Acre com o diretor da Anac, Juliano Alcântara Norman, ao defender o direito de o passageiro despachar bagagem gratuitamente nos voos nacionais.

O despacho de uma bagagem, sem ônus para o passageiro, foi vetado pelo presidente Jair Bolsonaro na Medida Provisória 863/19 e a Anac passou a percorrer os gabinetes dos deputados na Câmara Federal pedindo que os deputados mantenham o veto presidencial. Para a Anac, o veto facilitaria a abertura de mercado para companhias estrangeiras de baixo custo que esperam para operar no Brasil, do que a deputada acreana discorda. .

Perpétua Almeida disse que a  Anac “está enganando a população e deixando as empresas fazerem o que elas querem. O Congresso já votou e já autorizou a abertura do mercado. Esse pedido da Anac é fora de qualquer possibilidade, pois eles pedem que a bancada vote contra o povo, a favor da cobrança de bagagem. Até hoje, a tão prometida redução dos preços das passagens, com a cobrança das bagagens, não aconteceu”, disse a deputada. “E então a Anac volta aqui com uma nova promessa?”, indagou.

De acordo com a deputada, a população brasileira está pagando ainda mais caro pelas passagens aéreas. “O que estamos vendo nos aeroportos é uma verdadeira humilhação. Passageiros, muitas vezes humildes, impedidos de embarcar com seus pertences. As cobranças são cada vez mais abusivas e os preços sempre altos. Não podemos cair nesse conto mais uma vez. Já demos tempo suficiente para que as companhias fizessem o que era esperado, mas nada aconteceu. Precisamos devolver o direito à população de viajar com suas bagagens”, disse.

Por Tião Maia.